A Covid-19 e a gravidez

O Serviço de Ginecologia e Obstetrícia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) elaborou um folheto onde se pretende responder às dúvidas das mulheres grávidas relativamente à Covid-19, aos cuidados a ter e à eventualidade de estarem ou virem a ficar infetadas durante a gravidez.

Assim, e começando pelo princípio, no caso de a grávida ter estado em contacto com alguém infetado ou com suspeitas de estar infetado com Covid-19, ou se tiver ela própria sintomas, deve, tal como todas as outras pessoas nesta situação, contactar a Linha SNS 24 (808 24 24 24) ou o número de contacto que a sua instituição de saúde tenha fornecido para esse efeito.

Se for necessário que a grávida com infeção, suspeita ou confirmada, se desloque a uma instituição de saúde deve, preferencialmente, usar viatura própria, contactando, previamente, o serviço de Obstetrícia a que se dirige.

Se precisar de transporte em ambulância, deve informar o INEM ou os bombeiros sobre a suspeita ou confirmação de Covid.

 

Quem deve ser submetida a rastreio?

Grávidas assintomáticas que tenham tido contacto com casos suspeitos ou confirmados de infeção ou uma grávida que apresente sintomas.

Todas as grávidas serão testadas quando internadas no serviço de Obstetrícia do CHTS (Link).

Quanto aos cuidados a ter são iguais aos da restante população (Link): ficar em casa sempre que tal seja possível, no exterior ou no local de trabalho manter o distanciamento social e usar máscara facial, tendo sempre o cuidado de lavar as mãos com frequência e adoptar as regras da etiqueta respiratória (Link).

 

O que acontece se ficar infetada durante a gravidez?

O conhecimento sobre o impacto da infeção em grávidas e recém-nascidos é ainda bastante limitado.

De qualquer forma, sabe-se que:

  • As mulheres grávidas que tenham Covid-19 não parecem apresentar maior risco de desenvolver doença grave.
  • Poderá existir um risco acrescido de abortamento.
  • Não é possível excluir totalmente a possibilidade de malformações fetais.
  • Parece haver um risco aumentado de parto prematuro e risco de restrição de crescimento fetal.
  • Não há evidência de transmissão da mãe ao feto (in utero).

Relativamente aos procedimentos de rotina (como consultas ou ecografias) poderão ser adiados até terminar o período recomendado para o autoisolamento e o aconselhamento poderá ser feito por telefone.

 

Como será o parto se a mulher estiver infetada?

A via de parto escolhida rege-se apenas por critérios obstétricos. O parto vaginal não está contraindicado, recomendando-se utilização de analgesia epidural.

 

Acompanhante grávidas e mães

Outra questão muitas vezes levantada pelas futuras mães é se poderão ter acompanhamento durante o trabalho de parto (Link) e a resposta a esta pergunta é “Sim, poderá ter um acompanhante durante o trabalho de parto e o acompanhante escolhido será o mesmo que poderá visitá-la no internamento, diariamente, das 11h às 13h.”.

As grávidas com gravidez de risco, internadas no piso 6, atualmente não têm visitas.

 

Amamentação

No que toca à amamentação por parte de uma mulher infetada, esta é uma opção que poderá ser ponderada mas com restrições e tomando as devidas precauções (uso de máscara, higiene das mãos antes de tocar no bebé, bombas de extração de leite ou biberões. Poderá ser feita extração artificial de leite, para administrar ao bebé por biberão. Nos casos mais graves, pode ser desaconselhada.

Em caso de dúvidas relativas à Covid-19 e gravidez, poderão contactar o Serviço de Obstetrícia, das 09h às 13h, através dos números: 919841181 ou 912027093

 

Registar Nascimento

Neste momento, devido à pandemia da COVID-19, os balcões Nascer Cidadão nas maternidades estão temporariamente encerrados. O registo de nascimento pode ser feito online (Link) ou presencialmente, mas só mediante pré-agendamento num serviço de Registo.

 

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