Isolamento: Mantenha o bem estar físico e psicológico

No momento que atravessamos, com a necessidade de nos mantermos isolados como forma de combater o alastrar do vírus, o Serviço de Psicologia Clínica e da Saúde do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) elaborou um guia para que se mantenha saudável física e psicologicamente.

Lembre-se que:

  • O isolamento contribui para que o vírus não se propague.
  • O período de isolamento é temporário.
  • Será capaz de lidar com esta situação, tal como lidou com outras difíceis no passado.
  • Tente manter uma atitude positiva e confiante de que tudo vai correr bem.

Peça ajuda!

  • Assegure-se de que pede ajuda e fala sobre o que precisa para se sentir seguro e confortável. Ligue para a linha SNS 24 ou fale com um profissional de Saúde.
  • Técnicos de Psicologia (com formação prévia em Intervenção em Catástrofe certificada pela OPP) estão a colaborar com a linha telefónica Saúde 24.
  • Mantenha em mente que o isolamento é uma medida de responsabilidade social .

Reações Possíveis

Não existe uma forma “correta” de reagir. Contudo, numa experiência de isolamento é normal e comum sentirmos:
  • Ansiedade e medo
  • Preocupação
  • Angústia
  • Incerteza
  • Solidão
  • Frustração e aborrecimento
  • Zanga
  • Tristeza e falta de esperança

Como cuidar de si próprio e lidar com estes sentimentos?

Mantenha hábitos de sono saudáveis: com a ausência de horários, o nosso sono pode ser desregulado e é importante manter a rotina do sono para promoção do bem-estar.
Siga uma alimentação equilibrada: importante para fortalecer o sistema imunitário que tem como função proteger o organismo.

Pratique exercício físico: é importante tanto para o bem-estar físico como psicológico. Para além de passar o tempo, fortalecer o sistema imunológico e combater a falta de energia, o exercício atua ao nível cerebral, mantendo-nos bem-dispostos e positivos. Exercícios simples no chão, yoga ou dança são alguns exemplos.

Realize atividades de que gosta e relaxe: aproveite para fazer coisas para as quais não costuma ter tempo. Leia um livro, veja filmes, séries ou os seus programas favoritos. Promova as atividades em família.
Mantenha contacto regular com família e amigos: é das melhores formas de reduzir  ansiedade, solidão e aborrecimento. Telefone, mensagens e vídeochamadas são exemplos de como permanecer em contacto com as pessoas de quem gostamos.
Mantenha as rotinas e atividades habituais, tanto quanto possível: é importante levantar-se à hora habitual, vestir-se e fazer as refeições a horas. Se possível, trabalhe a partir de casa.
Mantenha-se bem informado: a ansiedade e medo podem advir da impressão de que existe um perigo ou risco maior do que aquele que realmente existe. Informe-se apenas através de fontes oficiais e credíveis, como sites da DGS, OMS ou SNS24.
Se está em isolamento com crianças: para além da mudança brusca de rotinas, as crianças podem sentir-se confusas, tristes, ansiosas e com medo. Podem fazer mais “birras” e mostrar mais dependência, irritação e dificuldades no sono e alimentação.

O que fazer?

  • Seja compreensivo e paciente.
  • Promova a expressão dos seus sentimentos, receios e tranquilize-as.
  • Limite a sua exposição a notícias que as possam perturbar e explique-lhes o que se passa e a importância do isolamento, adaptando a linguagem.
  • Mantenha os horários habituais das refeições, sono, atividades e brincadeiras.
  • Acima de tudo, encare esta situação como uma oportunidade de passarem mais tempo juntos e realizarem atividades em família. Jogos de tabuleiro, trabalhos manuais, desenhos, leitura, entre outras.
No momento que atravessamos, com a necessidade de nos mantermos isolados como forma de combater o alastrar do vírus, o Serviço de Psicologia do CHTS elaborou um guia para que se mantenha saudável física e psicologicamente.
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