Mais Saúde
- Antibióticos: como tomar e cuidados a ter
- Cessação tabágica – Um investimento que dá vida
- Com as crianças todo o cuidado é pouco e com o sol também!
- Cuidados com a exposição solar, particularmente as crianças
- Durma bem, aproveite a vida
- Prevenir Gastroenterites no Verão
- Prevenir: Doenças Cardiovasculares
- Tumor do testículo: sinais de alerta e autoexame
A mãe e o bebé, as primeiras semanas
- Conforto
- Higiene
- Massagens
- Leite materno
- Amamentar
- Mamadas
- Leite materno em excesso
- Leites artificiais para bebés
- Preparação da fórmula infantil
- Mamadas de leite artificial
- Esterilização dos biberões e tetinas
- Segurança do bebé
- Segurança no berço
- Segurança a dormir
- Segurança com chupetas
- Segurança com os brinquedos
- Segurança no automóvel
- Teste do pezinho
- Consultas de rotina
- Vacinas
- Nariz entupido
- Bolçar e engasgar
- Choro
- Trânsito Intestinal
- Febre

- O conforto do bebé é essencial para o seu bem-estar e para a sua saúde;
- Nas primeiras de semanas, o bebé precisa de descansar muito e o ambiente em seu redor deve ser tranquilo. Se tiver muitas visitas e muita agitação, pode ficar fatigado e aborrecido;
- Costuma dormir a maior parte do dia, permanecendo acordado apenas durante curtos períodos;
- Nas primeiras semanas, o bebé deve permanecer em casa – deve sair apenas em caso de necessidade, por exemplo ir ao Centro de Saúde ou a uma consulta médica.

- O bebé deve tomar banho, diariamente, ao fim do dia;
- Os produtos usados na sua higiene devem ser adequados, para que não provoquem alergias ou irritações na pele.
Antes de iniciar o banho, deve:
- Aquecer o quarto ou a casa de banho, a 23-24ºC;
- Colocar um tapete antiderrapante no fundo da banheira, para o bebé não escorregar;
- Colocar, junto a si, tudo aquilo que irá ser necessário depois do banho: a toalha, a fralda, as roupinhas, etc.
Para preparar a ÁGUA DO BANHO:
- Deitar na banheira primeiro a água fria e depois a água quente, até ficar morna, a 37ºC;
- Não é preciso encher demasiado a banheira – a altura de água deve ficar pelo nível do umbigo do bebé;
- Confirmar se a água está morna – com um termómetro ou com o pulso;
- A seguir, deitar na água um pouco de gel de banho, que sirva para lavar tanto o corpo como o cabelo do bebé;
- Os banhos devem ser rápidos e não exceder 5 minutos;
- Nunca se deve deixar o bebé sozinho na banheira – é que, em poucos segundos e em meio palmo de água, ele pode afogar-se.
Depois do banho
- Depois do banho, secar o bebé, suavemente sem esfregar, envolvendo-o numa toalha macia, aquecida, agasalhando bem a cabeça, para não arrefecer;
- Depois de seco, deve hidratar-se a pele com um óleo ou creme hidratante e pentear-se o cabelo com uma escova macia;
- Depois colocar a uma fralda limpa e vestir-lhe roupa lavada;
- As roupas do bebé devem ser folgadas, confortáveis e fáceis de vestir e de despir. A roupa interior deve ser macia e sempre de algodão;
- Toda a roupa do bebé deve, depois de lavada, ser passada por água, para retirar todos os resíduos de detergente ou amaciador, que podem irritar a pele.

- As massagens fazem muito bem aos bebés, e devem ser feitas diariamente pelos pais;
- A massagem Shantala é um tipo de massagem que as mães indianas fazem aos seus bebés há mais de mil anos, que passou a ser praticada na Europa, em meados do século XX;
- As massagens shantala reforçam o vínculo afetivo do bebé com a mãe;reforçam a imunidade e as defesas do bebé contra as infecções; fortalecem-lhe os músculos dos braços e das pernas; melhoram o funcionamento do coração, da respiração e da digestão (com menos cólicas e obstipação); e relaxam o bebé, que à noite, irá ter sonos mais longos e mais tranquilos.
Veja aqui como fazer as massagens Shantala.
- O leite materno é o melhor alimento para o bebé;
- É o alimento nutricionalmente mais completo e mais equilibrado para o bebé;
- Saciando a sede como a fome;
- Diminui o risco de surgirem no futuro algumas doenças, como alergias, diabetes e obesidade;
- Proporciona felicidade e bem-estar ao bebé pelo contacto intimo com o corpo da mãe;
- Reforça o vinculo afetivo com a mãe.

- Para a mãe, amamentar é a forma mais prática, mais cómoda e mais económica de alimentar o bebé;
- Favorece a recuperação de peso, que a mãe tinha antes de engravidar;
- Favorece a redução do tamanho do útero e diminui as hemorragias uterinas após o parto;
- Reduz o risco da mãe vir a contrair cancro da mama e dos ovários.

Durante as mamadas, a mãe deve:
- Escolher um local sossegado e estar descontraída e focada no bebé;
- Estar comodamente instalada. As almofadas de amamentação ajudam a mãe a posicionar-se convenientemente durante a mamada, para depois não ficar com dores nas costas;
- O bebé deve ser colocado com a cabeça e o corpo em linha reta, com a barriguinha de frente para a mãe e com a boca bem adaptada, de modo a conseguir agarrar bem o mamilo e a aréola;
- Depois de mamar, o bebé deve ser sempre colocado a arrotar, para expulsar o ar que engoliu durante a mamada.
Leite materno em excesso? Saiba como conservar e descongelar
Se o bebé não conseguir mamar todo leite materno que a mãe produz, pode extrai-lo e conservá-lo para lho oferecer mais tarde.
Para o leite materno conservar todas as suas propriedades e não sofrer contaminações, deve ser extraído da seguinte forma:
- Primeiro, lavar cuidadosamente as mãos antes de extrair do leite;
- Depois extrair o leite manualmente ou com uma bomba de extração.
- O leite extraído deve ser lançado diretamente para um recipiente próprio e esterilizado, que deve ser muito bem fechado, e depois consumido nas 6 horas seguintes.
Conservação do leite extraído
Se for para conservar e dar ao bebé mais tarde, deve deitar-se no biberão apenas a quantidade de leite necessária para uma mamada e colar um rótulo com a data e a hora da extração.
O leite materno conservado deve ser dado ao bebé dentro dos seguintes prazos recomendados:
- Até 48 horas, se for conservado na parte mais fria do frigorífico (entre 0 e 4ºC);
- Até 2 semanas no congelador do frigorífico, se este se encontrar no seu interior;
- Até 3 meses no congelador do frigorífico, se o congelador tiver uma porta independente;
- Até 6 meses, se for conservado em arca frigorífica.
Descongelação do leite conservado
- A descongelação de leite materno deve ser feita lentamente no frigorífico;
- Depois de descongelado, o leite deve ser aquecido em banho-maria ou sob água quente corrente (a 30-40ºC);
- Quando estiver morno, o leite deve ser consumido de imediato.

Os leites artificiais para bebés, também conhecidos como fórmulas infantis, têm uma composição nutricional aproximada da do leite materno.
Em geral, são usadas como suplemento quando o leite da mãe não é suficiente para garantir um bom aumento de peso ao bebé.
Existem muitas marcas de leites artificiais. Por isso, antes de optar por uma delas, peça conselho ao seu médico assistente.
Na preparação da fórmula infantil deve:
- Primeiro, deitar no biberão a quantidade de água fervida necessária;
- Depois, adicionar as medidas adequadas de pó, seguindo sempre a REGRA DE OURO da preparação das fórmulas infantis, que é por cada 30 ml de água adicionar 1 medida rasa de pó;
- A seguir, colocar a tampa no biberão e agitar muito bem até o pó se dissolver completamente.

Depois de ter preparado o leite artificial deve:
- Confirmar se o leite está morno, deitando algumas gotas na mão ou no pulso;
- Dar o leite ao bebé.
No fim da mamada:
- Rejeitar o leite que tenha sobrado no biberão;
- Lavar os biberões e as tetinas com água quente e detergente da louça;
- Retirar os resíduos de leite com um escovilhão apropriado.
Depois de lavados, os biberões e as tetinas devem ser esterilizados.
A esterilização pode ser feita de 2 formas:
- Ou por vapor, em aparelhos apropriados;
- Ou por fervura.
Atenção: os microondas não servem para esterilizar!
Esterilização por fervura
A esterilização por fervura é um método simples e eficaz, que pode ser feito com os utensílios de cozinha.
Para esterilizar por fervura:
- Colocar os biberões, as respectivas tampas e as tetinas dentro de uma panela, suficientemente grande;
- Deitar água na panela até ficarem cobertos;
- Deixar a água ferver durante 5-10 minutos e, ao fim deste tempo, estão esterilizados.
Depois da esterilização
- Depois de esterilizados, coloque tudo a escorrer;
- Quando estiverem secos, tape os biberões com as tampas e guarde-os até voltarem a ser usados.

Depois de sair da Maternidade, a segurança do bebé vai passar a ser uma prioridade para os pais.
Os bebés são extremamente curiosos e imprevisíveis, mas ao mesmo tempo incapazes de se proteger a si próprios.
Por isso, os pais têm sempre que avaliar os riscos que o seu bebé possa correr, tanto dentro de casa como noutros sítios aonde o possam levar.
Vigilância permanente
- Os bebés nunca devem ser deixados sozinhos – pois são imprevisíveis;
- Nunca deixe o bebé sozinho pousado em locais altos, como fraldários, mesas ou camas;
- Nunca deixe o bebé sozinho dentro da banheira com água – bastam 10 cm de altura de água para um bebé se afogar;
- Nunca deixe o bebé sozinho no automóvel – nem que seja só por um minuto;
- Nunca deixe o bebé sozinho no carrinho de bebé, mesmo que esteja preso com os cintos de segurança.
- O berço do bebé deve ser estável, seguro e obedecer às normas de segurança da União Europeia;
- As grades devem ter no mínimo 60 cm de altura;
- A distância entre as grades deve ser inferior a 6 cm;
- O colchão deve ser firme – para o bebé não se afundar -, justo ao berço e protegido com um resguardo impermeável;
- Não deve ter almofadas nem edredões – para o bebé não correr risco de asfixiar.

Está comprovado que dormir deitado de costas é a mais seguro para o bebé porque diminui o risco de ocorrer a síndrome da morte súbita do lactente.
- De preferência, o bebé deve dormir num saco-cama próprio para o efeito;
- Os cobertores e edredões podem tornar-se perigosos – porque o bebé pode deslizar e meter-se debaixo deles e ficar asfixiado;
- A cabeça do bebé não deve ser coberta com panos ou fraldas;
- O bebé deve ser sempre deitado de costas (decúbito dorsal).

As chupetas devem ser inspeccionadas periodicamente para se verificar o seu estado de conservação.
As chupetas que estiverem estragadas ou sem condições devem ser rejeitadas.
Segurança com correntes de chupeta
- As correntes das chupetas não devem ser utilizadas por rotina – apenas quando for indispensável;
- Nunca usar correntes com mais 22 cm de comprimento, devido ao risco de estrangulamento;
- Retirar a corrente quando deitar o bebé para dormir;
- Não colocar fios, fitas ou adornos à volta do pescoço do bebé, pelo risco de estrangulamento.

Os brinquedos do bebé devem cumprir as normas de segurança da União Europeia (verificar no rótulo) e ser apropriados à idade do bebé.

- O bebé deve permanecer sempre na cadeirinha, preso com os cintos de segurança;
- A cadeirinha deve ser sempre fixada ao banco do carro;
- Os lugares de trás são mais seguros para o bebé;
- Por razões de segurança, os bebés devem viajar virados para trás até aos 18 meses os bebés para que, em caso de embate ou travagem brusca, a cabeça do bebé não balance bruscamente para a frente, o que poderia causar-lhe graves lesões na coluna vertebral, ao nível do pescoço.

- O teste do pezinho é o termo pelo qual é conhecido do grande público o Programa Nacional de Diagnóstico Precoce;
- É a primeira “análise” que todos os bebés fazem após o seu nascimento;
- Tem como finalidade diagnosticar 24 doenças metabólicas e o hipotiroidismo congénito;
- Todas estas doenças têm em comum o facto de serem graves e não darem muitos sintomas nas primeiras semanas de vida;
- Se não for feito o seu diagnóstico precoce e se o seu tratamento não for iniciado rapidamente, poderão causar graves consequências como atraso mental, problemas neurológicos, alterações do fígado e mesmo situações de coma;
- O Diagnóstico Precoce deve ser realizado entre o 3ª e 6º dia de vida, no Centro de Saúde.

Nas consultas de rotina:
- O médico examina o bebé e avalia o seu estado de saúde;
- Deteta e trata precocemente doenças que ele possa ter;
- Avalia o peso, o comprimento, o perímetro cefálico e regista-os no Boletim de Saúde Infantil;
- Verifica se está a crescer e a desenvolver-se normalmente;
- Receita vitaminas e outros medicamentos que o bebé possa necessitar;
- Dá conselhos aos pais sobre como resolver os problemas habituais dos bebés, sobre alimentação infantil, prevenção de acidentes, proteção solar, administração de medicamentos, etc.;
- É por tudo isto que as consultas de rotina são indispensáveis;
- A 1ª consulta de rotina deverá ser feita por volta dos 15 dias de vida.

- As vacinas têm como finalidade conferir proteção contra infeções, que podem ser graves ou, mesmo, mortais;
- O Programa Nacional de Vacinação inclui vacinas contra 12 doenças, nomeadamente o tétano, a tosse convulsa, a difteria, o sarampo, a papeira, a rubéola, a hepatite B;
- A maioria das doses de vacinas é administrada durante o 1º ano de vida;
- A 1ª vacina é administrada na Maternidade e confere proteção contra a Hepatite B; todas as outras, irão ser administradas no Centro de Saúde;
- A próxima vacina do bebé será administrada aos 2 meses de vida.

- O bebé precisa de respirar bem pelo nariz para conseguir mamar sem dificuldade e dormir bem;
- Quando o nariz tem secreções, o bebé não as consegue expulsar e tem dificuldade em respirar;
- Nestas situações, devem-se introduzir algumas gotas de soro fisiológico nas narinas e depois retirar-se as secreções com a ajuda de um aspirador nasal;
- A limpeza das narinas com soro fisiológico deve ser feita diariamente.

É normal os bebés bolçarem depois das mamadas e também é costume engasgarem-se enquanto mamam. Quando o bebé se engasga, em geral, é suficiente deitá-lo de lado e esperar que ele fique bem.
Engasgar
Se o bebé se engasgar muito e começar a apresentar sinais de dificuldade em respirar deve começar a fazer-se, de imediato, as Manobras de Desengasgamento:
- Colocar o bebé de bruços sobre um dos antebraços, com a cabeça mais baixa que o corpo;
- Segurar-lhe, com firmeza, o queixo entre polegar e indicador e, com outro dedo, manter-lhe a boca aberta;
- Dar 5 pancadinhas nas costas do bebé, entre as omoplatas, com o “calcanhar” da mão.
Quando o bebé desengasgar e recuperar a respiração, vai começar a chorar e poderá sair algum líquido pela boca ou pelo nariz.

O choro é a forma que o bebé mais vezes usa para chamar a atenção e para interagir com os pais nas primeiras semanas de vida.
Os bebés costumam chorar mais durante os primeiros 3 meses, do em qualquer outra fase da sua vida e podendo chorar durante 2 horas num mesmo dia.
Os bebés choram por diferentes motivos: ou porque querem mimos, ou porque têm fome, ou porque sentem frio, por terem a fralda molhada, etc., etc.
Quando o bebé chorar, deve tentar interromper essa “crise” de choro da seguinte forma:
- Pegar-lhe ao colo;
- Embalá-lo suavemente, a um ritmo constante;
- Meter-lhe a chupeta;
- Cantar-lhe baixinho ao ouvido ou sopre-lhe suavemente no rosto.
- Pensar nas possíveis razões para o choro do bebé.
As razões mais comuns do choro do bebé
- Se enquanto chora, lhe parecer que o bebé está agitado, com a barriga a fazer ruídos, é provável que tenha fome. Experimente dar-lhe de mamar para ver se ele sossega;
- Há bebés que choram sempre que sentem a fralda suja e não param enquanto não forem mudados. Se depois de confirmar que ele não quer mamar, verifique se tem a fralda suja, a precisar de ser mudada;
- Outros bebés gostam de estar embrulhados e agasalhados e choram se não se sentirem quentinhos. Se lhe parecer que está pouco agasalhado, experimente embrulhá-lo num cobertor ou vista-lhe mais alguma roupa;
- Se durante o dia o bebé teve muitas visitas, muitos colinhos ou muito ruído à sua volta, é provável que esteja fatigado e chore por esse motivo. Experimente levá-lo para um quarto silencioso, com pouca luz, sem pessoas a fazer barulho, onde possa sossegar;
- Se depois todas as tentativas, o bebé continua a chorar, o melhor é dar-lhe um banho de água morna. Na água, deite-lhe algumas gotas de óleo relaxante. Durante o banho faça-lhe umas massagens suaves, que de certeza o deixarão mais relaxado e mais sossegado.
O funcionamento dos intestinos dos bebés é muito diferente de todas as outras pessoas.
E isto é devido quer à imaturidade dos seus intestinos, quer ao tipo de alimentação, ou seja, apenas leite.
Os bebés que mamam ao peito costumam fazer várias dejecções de fezes por dia; os que são alimentados com leites artificiais, normalmente fazem apenas 1 ou 2 dejeções por dia.

Fezes normais
A cor das fezes é muito variável, podendo ser amarelas, castanhas ou esverdeadas, ao longo do mesmo dia.

A consistência das fezes é também muito variável, podendo ser semi-líquidas, semelhantes a uma gemada, que é mais comum nos bebés que mamam ao peito; ou de consistência pastosa, moldadas com grumos, mais frequentes nos bebés alimentados com leite artificial.
Por vezes a fezes tornam-se duras, em pequena quantidade e o bebé tem dificuldade em fazer cocó, evacuando apenas 1 x por dia ou dia sim, dia não.
Nestes casos, quando o bebé não consegue fazer cocó com facilidade ou as fezes são duras, deve:
- Colocá-lo o deitado de costas, fazer-lhe massagens na barriga;
- Fazer movimentos de flexão e extensão das pernas sobre o abdómen, para estimular a saída das fezes;
- Se as manobras anteriores não surtirem efeito, estimular a abertura do ânus com a ponta de um cotonete ou de um termómetro, humedecida com óleo de amêndoas doces;
- Se continuar a não ter dejeção e se já não evacuar há mais de 24 horas, então deve administrar-lhe um microclister para bebés.

Qual é a temperatura normal dos bebés?
A temperatura normal dos bebés oscila, ao longo do dia, na casa do 37ºC.
Quando é que existe febre?
Existe febre quando a temperatura rectal é superior a 38ºC. A melhor forma para se saber se o bebé tem febre é avaliar a temperatura retal.
Para avaliar a temperatura retal deve:
- Introduzir-se cuidadosamente a ponta do termómetro, 1 a 2 cm, no rabinho do bebé;
- Mantê-lo nessa posição durante 2-3 minutos ou até alarmar;
- Verificar o valor que é apresentado.
Não é comum os bebés terem febre nas primeiras semanas de vida, mas quando a temperatura sobe e ultrapassa os 38ºC convém verificar:
- Se não estará excessivamente agasalhado;
- Se, por acaso, se encontra num ambiente muito quente.
A febre não dói, mas costuma causar algum desconforto – por isso é conveniente tentar baixar a temperatura do bebé com medidas de arrefecimento natural, que são:
- Manter uma temperatura ambiente fresca, à volta de 20ºC, e o bebé com pouca roupa (apenas a suficiente para não ter frio);
- Colocar compressas de água morna na testa, pescoço, virilhas ou dar um banho com água morna (a 36ºC), durante uns 5 a 10 minutos;
- Oferecer líquidos pouco mornos ou frios (água ou leite), para o bebé ficar mais hidratado e a temperatura descer mais depressa.
Se as medidas anteriores não foram suficientes para baixar a temperatura deve dar-se um medicamento antipirético, por exemplo o paracetamol, em xarope ou supositório.
Se mesmo assim a febre persistir, então o que deve fazer é telefonar para o médico assistente ou para o SNS 24 – 808 24 24 24, disponível durante 24 horas por dia, e pedir conselhos sobre o que mais poderá ainda fazer ao bebé ou onde poderá levá-lo para ser consultado.
Comece desde as primeiras semanas a tornar as rotinas diárias em momentos agradáveis para si e para o seu bebé.
A higiene diária deve ser um momento agradável e relaxante para o bebé. As massagens shantala proporcionam bem-estar e contribuem para reforçar o vínculo afetivo do bebé com a mãe.
Nas primeiras semanas o leite materno é a alimentação ideal para o bebé. Se tiver de lhe dar um leite artificial, cumpra sempre as regras de preparação destes leites (1 colher de medida de leite em pó para cada 30 ml de água) e os cuidados de esterilização de biberões e tetinas.
A segurança do bebé deve ser um cuidado constante dos pais e começa logo pelas características do berço e pela posição em que o bebé é colocado para dormir, pelas chupetas que utiliza e pelo uso de cadeirinha nas viagens de automóvel.
As consultas de rotina são indispensáveis para a vigilância do estado de saúde e do crescimento/desenvolvimento do bebé. Siga sempre os conselhos que o médico lhe der.
As vacinas que o bebé vai tomar protegê-lo-ão contra 12 doenças graves, que poderiam ser fatais.
Em caso de doença (febre ou outros sintoma) tente manter a calma e, em caso de dúvida, telefone ao seu médico assistente ou para a linha SNS 24 (808 24 24 24) e siga os conselhos que lhe forem dados.
Desfrute ao máximo os momentos únicos e inesquecíveis que o seu bebé lhe proporcionar e sejam muito felizes!
O puerpério é o período pós-parto em que há a regressão das alterações físicas e psíquicas que ocorreram durante a gravidez. É normal sentir cansaço, irritabilidade e privação do sono. Aproveite para descansar quando o bebé está a dormir.
Lóquios: corrimento libertado pelo útero após o parto durante 4 a 6 semanas.
Perdas de urina: são comuns durante três meses após o parto. Para minimizar estas perdas, deve fazer os exercícios Kegel (contrair e descontrair os músculos do períneo).
A episiorrafia (corte no períneo) deve ser mantida o mais impa e seca possível. Aplicar gelo devidamente protegido durante alguns minutos, várias vezes ao dia.
A ferida cirúrgica abdominal está coberta com penso impermeável, o que permite a sua higiene corporal diária. Antes de retirar os pontos/agrafos evite esforços; depois de os retirar, deve manter a ferida limpa e seca e massajar com creme cicatrizante.
Enquanto amamentar deve usar um soutien adequado e manter mamilos secos; no fim das mamadas, colocar colostro/leite nos mamilos no final das mamadas e deixar secar; se necessário, utilizar arejadores de mamilos; é normal sentir dores abdominais (por contrações uterinas) durante as mamadas.
Sinais de alarme durante o puerpério
Deve consultar o médico em caso de febre, aumento da hemorragia vaginal, corrimento vaginal com cheiro fétido, desconforto ao urinar, dor intensa nas mamas, na episiorrafia ou na ferida cirúrgica abdominal; penso da ferida sujo; início súbito de dor e inchaço nas pernas ou falta de ar. A consulta de revisão do puerpério deve ser feita 4 a 6 semanas após o parto.
Alimentação no pós-parto
Tal como na gravidez, também a fase da amamentação deixa as mulheres recetivas a melhorar hábitos alimentares. Parece assim uma excelente janela de oportunidade para promover práticas alimentares saudáveis e saborosas, em vez de perpetuar mitos que, levados ao extremo, podem induzir desvios alimentares e limitar as mães no prazer de comer. Na fase após o parto e durante a amamentação não é necessária uma série de adaptações na alimentação da mãe. A recomendação é que a mãe siga uma alimentação saudável, variada e equilibrada baseada na Roda dos Alimentos. Assim, deve ter em conta as seguintes Regras de Alimentação Saudável:- Coma calmamente e mastigue bem os alimentos;
- Faça uma alimentação variada com base na Roda dos Alimentos;
- Não fique mais de 3 horas e 30 minutos sem comer, faça pelo menos 5 refeições diárias: pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, meio da tarde e jantar;
- Faça sempre o pequeno-almoço, pode optar por leite ou iogurte, pão ou cereais tipo flocos de milho e uma peça de fruta;
- Inicie as refeições principais com um prato de sopa rico em legumes e hortaliças, ajuda a controlar a quantidade de comida no prato, e é muito rica em vitaminas, minerais, fibras e água;
- Lembre-se de acompanhar o prato principal com saladas variadas ou legumes;
- Coma 3 a 5 peças de fruta, ao longo do dia;
- Limite o consumo de carnes gordas, coma mais vezes carnes magras (frango, peru, coelho, carne de porco fresca - apenas lombo ou fêvera) e peixe;
- Reduza o consumo de produtos açucarados (bolos, bolachas, chocolate, gelados e outras guloseimas) e salgados (empadas, rissóis, croquetes, etc.), guarde-os para dias festivos, este tipo de alimentos são muito calóricos e pobres nutricionalmente, e contribuem para o aumento de peso e desenvolvimento de várias doenças;
- Reduza o consumo de refrigerantes e beba muita água ao longo do dia;
- Faça exercício físico diariamente, pelo menos 30 minutos seguidos;
- Analise os rótulos, opte por aqueles que tem menor quantidade de gordura saturada, açúcar e sal.
O período do pós-parto é uma fase de grande instabilidade emocional e, por isso, de risco psicológico.
Nas primeiras semanas, é possível que sinta o baby blues, fase comum a várias recentes mamãs, e que pode ser definida como um estado depressivo leve, caracterizado por ansiedade, irritabilidade, sentimentos de incapacidade, fadiga e choro frequente. Normalmente desaparece em 2 ou 3 semanas.
Caso os seus sintomas tenham maior duração e severidade, deverá recorrer à ajuda profissional, pois a depressão pós-parto e outras perturbações são uma possibilidade.
A amamentação é uma parte importante para o estabelecimento do vínculo afetivo, mas não pode nunca ser entendida como obrigação. Para um bebé, é mais benéfico ter a mãe a dar-lhe um biberão descontraidamente, mantendo-se disponível para olhar e falar com ele, do que estar absorvida por uma situação de grande tensão e ansiedade.
Depois do pós-parto são visíveis as mudanças no corpo da mulher, sendo natural que se sinta receosa e menos confiante de voltar a estar intimamente com o parceiro. É importante estar preparada para as modificações na sexualidade, que são passageiras e superáveis, sendo a comunicação o aspeto mais importante neste processo. Deverá existir à vontade para discutirem sem medos o que se sentem ou não preparados e confortáveis a fazer.
Gerir Visitas
- Se puder, negoceie o horário e o número de visitas (caso não consiga, pode sempre inventar uma mentira pequenina).
- Em casa é possível distanciar um pouco o bebé dos estímulos extra que advém das visitas! Pode colocá-lo a dormir noutra divisão enquanto conversa com as visitas, permitindo que a criança descanse de modo tranquilo e não grite desmesuradamente durante a noite.
- Algumas visitas vão querer ajudar no verdadeiro sentido da palavra, ou seja, se tiver muita confiança com as visitas e se elas lhe perguntarem se necessita de ajuda (por exemplo, fazer um jantar com ajuda ou arrumar a casa ou a roupa pode ser algo que pode pedir às visitas mais chegadas), não hesite!
- Mas cabe, também, a si saber aceitar ajuda quando as pessoas querem dar-lha. aceite, cuide do seu bebé e de si.
A informação aqui publicada faz parte do projeto “A Mãe e o Bebé – As Primeiras Semanas”, um projeto comum dos Serviços de Pediatra, Obstetrícia e Ginecologia, Nutrição e da Unidade de Psicologia e que tem como destinatárias as grávidas que tencionam ter os seus bebés no CHTS.
Nas últimas semanas da gravidez, as futuras mães são convidadas a participar nestas sessões de esclarecimento, que são realizadas uma vez por mês no auditório do Hospital Padre Américo.
O objetivo principal das sessões é transmitir informações práticas de caráter preventivo sobre os cuidados de saúde que as ma~es devem ter consigo após o parto e sobre os cuidados que devem prestar aos seus bebés durante as primeiras semanas de vida.
O segundo objetivo é prestar esclarecimentos sobre as dúvidas que as futuras mães possam ter acerca destes temas.
Acidente Vascular Cerebral (AVC)
“Na cadeia de sobrevivência do AVC, reconhecer os sinais de alerta é fundamental”
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Vítor Fagundes, internista[/caption]
O AVC é uma doença crónica que engloba a prevenção, o tratamento da fase aguda, para o qual é importante a Via Verde Pré-hospitalar e a Via Verde Hospitalar, e a reabilitação após o Acidente Vascular Cerebral do Doente.
Na cadeia de sobrevivência do AVC, o reconhecimento dos sinais e sintomas é fundamental para que os nossos doentes sejam submetidos ao tratamento adequado. O conceito de “tempo é cérebro”quer dizer que, num doente vítima de AVC, quanto mais tempo passar desde o início dos sintomas até ao tratamento, pior é o seu prognóstico e maiores vão ser as sequelas do Acidente Vascular Cerebral. Isto obriga a que todas as equipas de Unidade AVC tenham um sistema integrado de resposta aos nossos doentes vítimas de AVC para que, ao nível hospitalar, seja proporcionado uma triagem de doentes de forma a estes serem submetidos a uma terapêutica de reperfusão.
O conceito de Via Verde AVC pressupõe que todos os doentes com suspeita de AVC, independentemente do local onde estão, sejam transportados para um Hospital capaz de lhe proporcionar a terapêutica mais adequada.
[Best_Wordpress_Gallery id="278" gal_title="Via Verde AVC"]
A Via Verde Pré-hospitalar não depende do Hospital, corresponde à fase de transporte, desde casa ou do local onde o doente sofre o AVC até ao Hospital e é muito importante que esse transporte seja feito pelas equipas de emergência, nomeadamente, pelo INEM. Só assim é garantido o encaminhamento do doente para um Hospital com capacidade para proporcionar o tratamento adequado.
O transporte de um doente vítima de um AVC não deve ser feito pelos familiares ou pelos seus próprios meios.
Projeto Guarde (n)a sua Memória
Os dados do Serviço de Medicina Interna do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) mostraram que, nos últimos anos, a percentagem de doentes submetidos a terapêutica de reperfusão foi inferior a 5% em relação ao total de doentes que tiveram um Acidente Vascular Cerebral isquémico. Esta percentagem é uma percentagem baixa e, nesse contexto, o Serviço criou um projeto, com três fases, que pretende aumentar o número de doentes submetidos à terapêutica de reperfusão. Numa primeira fase, foi feito um inquérito em todos os Centros de Saúde abrangidos pelo nosso Centro Hospitalar. Concluiu-se que os utentes reconheciam os sinais e sintomas do AVC, como por exemplo, boca ao lado, falta de forças no braço, alteração na fala. Mas quando questionados sobre “o que fazer perante a suspeita de um AVC”, só 68,7% diziam “Liga 112”. Tendo em conta estes dados, foi criada a segunda fase do projeto, “Guarde na sua memória, guarde a sua memória, ligue a tempo 112”, com o objetivo de sensibilizar a população para os sinais de alerta e formas de atuar perante a suspeita de um de AVC.Unidade de AVC do CHTS
A Unidade de AVC do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) iniciou a sua atividade a 15 de julho de 2009 e foi criada após a implementação da Via Verde AVC no Centro Hospitalar. Esta Unidade está integrada no Serviço de Medicina Interna, no Hospital Padre Américo, e o espaço físico é composto por uma enfermaria de oito camas, com monitorização eletrocardiográfica contínua, destinada aos doentes admitidos com um evento vascular cerebral em fase aguda. A equipa responsável é constituída por quatro especialistas de Medicina Interna, um especialista de Neurologia e Enfermeiros com especial incidência na reabilitação. Nesta equipa, colaboram também na abordagem multidisciplinar, especialistas em Cirurgia Vascular, Fisiatria e uma Assistente Social. Iniciar precocemente o tratamento e a neuro-reabilitação, prevenir o agravamento do AVC, identificar fatores de risco, implementar medidas preventivas do AVC recorrente, prevenir complicações, tratar comorbilidades e desenvolver um plano de alta e de follow-up adequados são os objetivos da Unidade de AVC do CHTS. As recomendações mais recentes demonstram que a terapêutica de reperfusão (trombólise endovenosa e trombectomia) permitem uma recuperação da autonomia funcional em mais de 60% dos doentes. Estes dados reforçam a importância da dinâmica das Unidades de AVC, de que é exemplo o projeto “Guarde (N)a sua memória: ligue a tempo 112”, do Serviço de Medicina Interna, campanha atual para a sensibilização da população sobre a importância da rápida e correta intervenção nos eventos vasculares cerebrais. A Unidade de AVC conta no seu currículo com cinco projetos de investigação premiados nas diferentes reuniões do Núcleo de Estudos de Doença Vascular Cerebral da SPMI desde 2013. Em 2016, no âmbito do 17º Congresso do Núcleo de Estudos da Doença Vascular Cerebral da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna (SPMI), a Unidade de AVC do CHTS foi distinguida com o "Prémio de Mérito AVC, Inovação e Dinamismo".
Rosa Leão, enfermeira do Serviço de Medicina Interna[/caption]
O Dia Nacional do Doente com AVC, comemorado anualmente a 31 de março, foi estabelecido em Diário da Republica em 2003 com intuito de alertar para esta problemática e, deste modo sensibilizar a sociedade para as medidas que podem/devem ser adotadas para o evitar.
O AVC é um défice neurológico súbito de origem isquémica (deficiência de irrigação sanguínea) ou hemorrágica e continua a ser uma das principais causas de morte em Portugal. De acordo com a Sociedade Portuguesa do AVC, Portugal é, na Europa Ocidental, o país com a maior taxa de mortalidade na população com menos de 65 anos de idade.
A adoção de estilos de vida saudáveis é considerada a melhor medida preventiva, assim a alimentação saudável, promoção da atividade física, redução/abandono de consumo de tabaco e álcool e o controlo de doenças como a hipertensão, diabetes e arritmias cardíacas são essenciais.
A sintomatologia de um AVC depende da área cerebral afetada e pode ser reconhecida recorrendo à regra dos 3 F’s:
- Face: desvio da face (comissura labial ou uma das pálpebras descaídas)
- Força: alteração da força num braço, perna ou em ambos os membros do mesmo lado
- Fala/Linguagem: erros na articulação das palavras, nomeação, compreensão, fluência ou repetição alterados.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 29 de março de 2019
Alergias
João Gaspar, Médico Pediatra[/caption]
A primavera já chegou! Vem aí o bom tempo, os dias bonitos, as flores... mas também os pólenes e as alergias. Em Portugal a maior concentração de pólenes na atmosfera ocorre nos meses de primavera. Durante estes meses, os pólenes libertados pelas plantas irão provocar sintomas a quem for alérgico a estas pequeníssimas partículas.
Assim, quem sofrer de rinite alérgica aos pólenes irá ter espirros frequentes, prurido nasal, entupimento e corrimento nasal; quem sofrer de conjuntivite alérgica irá ter lacrimejo frequente e prurido ocular; e os que são portadores de asma alérgica poderão ter tosse irritativa ou dificuldade em respirar, sobretudo durante a realização de exercícios físicos ao ar livre.
Durante estes meses polínicos, as crianças e adultos alérgicos aos pólenes podem tentar reduzir estes incomodativos sintomas de alergia, evitando brincar, fazer desporto ou piqueniques em espaços relvados ou arborizados; evitando passear ao ar livre em dias quentes e ventosos, entre as 12 e as 15 horas; evitando dormir com as janelas do quarto abertas; evitando fazer férias em regiões onde haja predomínio de plantas a cujo pólen seja alérgico (pode consultar o calendário polínico da região no site www.spaic.pt). Poderão, simultaneamente, aliviar esses sintomas de alergia tomando medicamentos específicos prescritos pelos seus médicos assistentes.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 29 de março de 2018
Maria do Céu Póvoa, Pneumologista[/caption]
A Primavera é a estação polínica por excelência. A quantidade de grãos de pólen no ar é muito elevada, fator que condiciona os sintomas de alergia, causando, desta forma, problemas respiratórios.
As doenças mais comuns são a rinite, conjuntivite, asma e urticária. São mais frequentes nas crianças e jovens, mas também atingem o adulto.
As alergias devem ser tratadas, mas não podemos falar em cura. Há medidas para aliviar os sintomas mais incomodativos e há medicamentos para prevenir e diminuir a resposta do organismo aos efeitos causadores.
Para prevenir ou diminuir os sintomas, deve evitar-se o que for evitável e tomar medidas gerais de proteção – quando andar de carro, feche as janelas para entrarem menos pólenes e poeiras, não tenha plantas dentro de casa, nem deixe que o cão e o gato entrem no quarto onde dorme. O uso de óculos de sol também tem um efeito protetor importante. Protegem os olhos dos pólenes e reduzem o impacto da hipersensibilidade à luz.
O Serviço de Pneumologia do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS) trata casos de alergias respiratórias no adulto e o Serviço de Pediatria as alergias na criança.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 12 de abril de 2019
Alimentação
Isabel Gomes, Nutricionista[/caption]
Estamos no Verão, e, com este a necessidade e a vontade do consumo de água aumenta.
A água contribui com mais de metade do peso do corpo. Os seres vivos, são constituídos na maior parte por água. No caso dos humanos, ela contribui com 65% para o peso corporal em adultos jovens, com 58% em idosos e com 80% em recém-nascido.
A água é indispensável para a difusão e transporte de nutrientes e outras substâncias pelo sangue e demais líquidos extracelulares, para o funcionamento das células e para o equilíbrio tensional de solutos orgânicos…
A quantidade de água que o organismo necessita advém da necessidade dos fluídos corporais individuais. São diversos os fatores que influenciam as necessidades hídricas diárias, nomeadamente a idade, a gravidez e lactação, a actividade física, o tipo de alimentação, o clima e as perdas aumentadas que podem ocorrer derivadas de vómitos, náuseas, entre outros.
A transpiração, utilizada para manter a temperatura corporal constante em cerca de 37ºC, é uma das principais causas de perda de água do organismo, mas também perdemos líquidos através da urina, fezes e respiração e quando estes excedem os aportes ingeridos a pressão osmótica aumenta e pode ocorrer desidratação celular.
Às crianças deve ser dada toda a água que peçam, e não será de mais! Também os idosos, deverão beber bastante água, apesar de estes acharem que nunca têm sede. No entanto, esta situação é enganosa. É necessário que os idosos bebam água, mesmo que estes recusem, para que estejam sempre hidratados.
Todos nós, devemos beber água, pois, esta trás benefícios, na medida que a água ajuda a defecar, torna as infeções urinárias menos constantes, e, o cansaço com o tempo quente, será menor.
O corpo humano não trabalha nem sobrevive sem água! Na verdade, todas as células e funções dos órgãos que compõem toda a nossa anatomia e fisiologia dependem da água para o seu funcionamento. Urina abundante, clara e pouco cheirosa, indica que se está a beber o suficiente.
Do mesmo modo que a água mineral, refrigerantes com ou sem gás e o leite, não são adequados para tirar a sede, o vinho e a cerveja, também não!
Embora a água seja a melhor bebida a ingerir para satisfazer a sede, pode também recorrer a outro tipo de líquidos como infusões ou água aromatizada com fruta sem adição de açúcar ou adoçantes.
As bebidas açucaradas irão levar a um consequente aumento dos hidratos de carbono de absorção rápida que por conseguinte levará ao aumento de picos de glicémia (açúcar no sangue) sendo este considerado um dos fatores de risco do síndrome metabólico, obesidade, e Diabetes Mellitus tipo 2.
Assim é recomendado, para os indivíduos adultos saudáveis, a ingestão de cerca de 1,5 L a 3L de água por dia. Não há inconveniente em beber às refeições, quantidades maiores ou menores conforme a “secura da comida”.
No entanto, no Verão o corpo perde mais água do que quando está frio. Logo, a pessoa tem necessidades aumentadas de água para se manter hidratado. De qualquer maneira a água é necessária para todos os seres humanos, sendo Verão ou não. Por isso, a água deve constar na “lista” de comida de todos.
Não saia de casa sem a sua garrafa de água!
Beba água e sentir-se-á melhor!
Ótima Saúde!
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 17 de agosto de 2018
Isabel Gomes, Nutricionista[/caption]
Com o aproximar do verão muitas pessoas iniciam uma série de dietas, nem sempre adequadas, e que muitas vezes acarretam uma série de desajustes alimentares graves.
Lembre-se que antes de iniciar qualquer dieta, ela não deve fazer mal! Deverá portanto fornecer o máximo possível de minerais, vitaminas e complantix (fibras), a quantidade justa de proteínas, hidratos de carbono suficientes para manter a nutrição cerebral, e o mínimo de gordura. A água deve ser abundante para prover boa hidratação.
A dieta deverá ainda ser agradável e saborosa, e deve ser servida em múltiplas refeições, de modo a que se coma, antes de sentir fome.
Decididamente as dietas não devem ser radicais, de fome, ou muito desequilibradas porque isto pode provocar desnutrição proteica uma vez que não se ingere de forma sistemática a quantidade adequada de hidratos de carbono, que poderá acarretar destruição muscular, perda de matriz proteica dos ossos e grave envelhecimento da pele.
Estas dietas radicais podem também originar formação de cálculos renais e, sobretudo da vesícula, além que originam quebra das defesas orgânicas contra as infecções, que pode acontecer até alguns meses após a dieta acabar.
Emagrecer não é enfraquecer!
É muito importante que o programa de emagrecimento (dieta e exercício) se cumpra com acompanhamento adequado e sem falhas até o objetivo ser atingido. Quando se anda sempre em dieta significa que nunca se cumpre a sério, assim de dieta em dieta, as exigências do nível do gasto energético basal do organismo baixam de tal maneira que se engorda mesmo sem cometer exageros. Se anda ou está a pensar fazer dieta sem aconselhamento adequado tenha atenção se sentir tonturas, cefaleias, suores ou qualquer outra sensação desagradável. Pode significar que está a comer menos que o necessário. Não se esqueça! Uma dieta de emagrecimento só deve ser elaborada por um nutricionista. Ótima saúde!Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 27 de abril de 2018
Os maus hábitos alimentares bem como a falta de exercício físico são dois dos principais fatores de risco para o aparecimento de doenças como a obesidade, diabetes e doenças cardiovasculares. Desta forma, é fundamental que optemos sempre por um estilo de vida mais saudável e para que tal aconteça devemos ir de encontro com o que a roda dos alimentos nos aconselha.
Segundo a roda dos alimentos, a alimentação deve ser:
Completa - Ingerir alimentos de cada grupo e beber água diariamente; Equilibrada - Comer maior quantidade de alimentos pertencentes aos grupos de maior dimensão e menor quantidade dos que se encontram nos grupos de menor dimensão, de forma a ingerir o numero de porções recomendadas Variada - Ingerir alimentos diferentes dentro de cada grupo. Recomendações importantes:- Tomar sempre um pequeno almoço equilibrado;
- Não estar mais de 3 a 3,5 horas sem comer;
- Não comer muito numa só refeição;
- Mastigar bem os alimentos;
- Variar nos métodos de confeção (optando sempre por grelhados, estufados, cozidos ou assados sem gordura);
- Reduzir o consumo de sal;
- Aumentar o consumo de fruta e legumes;
- Preferir sempre o consumo de carnes brancas (peru, frango e coelho) e peixes gordos (sardinha, cavala...);
- Evitar alimentos ricos em gorduras e açúcar;
- Optar sempre por gorduras mais saudáveis, privilegiando o azeite;
- Praticar exercício físico;
- Beber 8 a 10 copos de água por dia.
- Açúcares e produtos açucarados (açúcar, mel, chocolates, gelados, entre outros);
- Enchidos, fumados e outros produtos de charcutaria;
- Produtos de “snack”;
- Salsichas, fast-food, conservas e enlatados;
- Caldos concentrados de carne e outros;
- Produtos pré-confecionados;
- Natas, molhos gordos, maionese, ketchup, entre outros;
- Refrigerantes com ou sem gás;
- Bebidas alcoólicas;
- Evitar os fritos e alimentos muito gordurosos.
Mantenha o seu peso adequado à sua estatura
- É fundamental que se mantenha o mais saudável possível;
- Procure obter um equilíbrio entre a energia que consome e a energia que gasta;
- É importante que não consuma mais energia do que aquela que consegue gastar, isto fará com que ganhe peso.
Qual é o peso saudável?
Para que se avalie o peso saudável de cada pessoa, utiliza-se o Índice de Massa Corporal (IMC), o mesmo determina se cada um de nós tem ou não o seu peso adequado à sua respetiva estatura. Como se calcula o IMC? IMC= Peso / Altura x Altura Exemplo para uma mulher que tem 60 kg e mede 1,57 m IMC= 60 kg/ (1,57 m x 1,57 m)= 24,3 kg/m2| IMC | Classificação |
| < 18,5 | Abaixo do peso |
| 18,6 - 24,9 | Peso normal |
| 25 - 29,9 | Pré-obesidade |
| 30,0 - 34,9 | Obesidade Grau I |
| 35,0 - 39,9 | Obesidade Grau II |
| > ou = 40,0 | Obesidade Grau III |
Referências bibliográficas:
Mahan, L. & Escott – Stump, S. (2010). Krause, alimentos, nutrição e dietoterapia. 12ª ed. Rio de Janeiro: Elsevier.
Direcção-Geral de Saúde (2013). Programa Nacional de Combate à Obesidade. Lisboa: Europress, Lda.
Diabetes
Mariana Martinho, Endocrinologista[/caption]
A glicose (açúcar no sangue) é um ‘combustível’ presente nos hidratos de carbono, sendo essencial no fornecimento de energia do nosso organismo. A sua utilização requer uma passagem do sangue para células, na presença de uma hormona vital: a insulina. Esta é produzida naturalmente no nosso pâncreas, sendo a grande responsável por manter os níveis de glicemia ou ‘açúcar no sangue’ normais.
Na pessoa com diabetes um bom controlo metabólico é fundamental para manter uma vida com qualidade e evitar ou retardar as temíveis complicações crónicas que se podem associar a esta doença.
Inicialmente, a diabetes pode ser controlada com uma alimentação saudável e equilibrada; atividade física e medicação oral. Na diabetes tipo 2 (a mais frequente), com o passar do tempo, o pâncreas vai perdendo a normal capacidade de produzir insulina e esta vai atuando pior, tornando-se os medicamentos orais menos eficazes. Faz parte da evolução natural desta doença, a necessidade de um dia iniciar insulina para manter níveis saudáveis de glicemia e uma boa qualidade de vida.
Este tratamento pode também ser usado transitoriamente, durante a gravidez, no internamento hospitalar ou no período peri-operatório.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 1 de fevereiro de 2019
Maria de Jesus Dantas, Cirurgiã[/caption]
O Pé diabético é uma consequência crónica da diabetes que facilita o aparecimento de feridas nos pés e que é possível controlar com ajuda médica e adesão às recomendações. Esta situação é mais frequente nos doentes mal controlados pelo que, se tiver a diabetes controlada, o seu pé agradece.
A diabetes condiciona uma difícil cicatrização das feridas e nos casos mais graves pode acabar na amputação. Por isso, quando surge uma ferida, deve recorrer com brevidade a uma equipa de saúde.
Há um conjunto de cuidados que o diabético deve cumprir no dia-a-dia:
- Deve limar as unhas com lima de cartão por cima e nas pontas de forma reta e arredondando ligeiramente os cantos.
- Não mergulhe os pés em água sem testar a temperatura - a sensibilidade pode estar diminuída e sofrer uma queimadura sem se aperceber.
- Deve andar sempre de meias mesmo durante o verão, para evitar fazer feridas por fricção com o sapato ou provocadas por objetos que entrem nele.
- As meias devem ser de algodão ou lã, sem costuras ou elásticos nos tornozelos e de cor clara, pois mancham-se, denunciando uma eventual ferida.
- Deve evitar andar descalço mesmo em casa. Pequenos objetos tais como “picos” podem fazer grandes feridas.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 19 de julho de 2019
Gripe

Dra. Rita Veiga Ferraz, Unidade de Doenças Infecciosas
A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus Influenza e transmite-se através de gotículas emitidas pelas pessoas infetadas enquanto estas falam, tossem ou espirram.
Os sintomas da gripe são conhecidos por todos: mal-estar geral, febre, dores musculares e de garganta, tosse, corrimento nasal, congestão ocular, dores de cabeça, cansaço.
Pode ser, por alguns, considerada uma doença sem importância, e é frequentemente indistinguível de outras infeções víricas também comuns, mas existem determinadas situações em que o risco de desenvolver complicações é maior e até indivíduos saudáveis podem ter um desfecho negativo.
Essas complicações podem ser a pneumonia, otite, sinusite, descompensação de patologia cardíaca ou respiratória pré-existente e até a morte.
Aqueles que apresentam maior risco de sofrerem essas complicações são: pessoas nos extremos de idade, inferior a cinco e superior a 65 anos, as grávidas, e as que sofrem de patologias crónicas.
A doença grave, a evolução desfavorável e a hospitalização podem ser prevenidas através da vacinação anual. Esta está indicada para indivíduos com idade superior a 6 meses e deve ser administrada antes do início da epidemia da gripe. Após a sua administração, são necessárias cerca de duas semanas para que se produzam anticorpos contra o vírus em quantidade suficiente para conferir proteção à infeção.
Outras medidas preventivas consistem em evitar o contacto próximo com pessoas doentes, sendo fundamental a lavagem frequente das mãos.
Se tiver sintomas sugestivos de gripe, fique em casa e evite contacto com outras pessoas, a não ser que apresente sinais de alerta que devam motivar avaliação por um médico, nomeadamente, dificuldade em respirar, dor no peito, vómitos muito frequentes, tonturas, melhoria inicial com surgimento novamente de febre e agravamento dos sintomas.
Vacine- se e proteja- se! E não, a vacina não causa gripe. A vacina serve exatamente para a prevenir!
Incontinência
Rogério Pacheco, enfermeiro do Serviço de Urologia[/caption]
A incontinência urinária é uma situação patológica muito mais comum do que imaginamos. Resulta da incapacidade em armazenar e controlar a saída da urina, ou seja, é caracterizada por perdas urinárias involuntárias, que podem ser muito ocasionais e ligeiras, ou perdas mais regulares e graves.
Apesar das implicações deste problema na qualidade de vida do indivíduo, não só a nível físico mas também social, sexual e emocional, apenas 10% dos doentes recorrem ao médico para diagnóstico e tratamento. A incontinência urinária é, ainda hoje, um assunto tabu dominado pelo constrangimento de urinar involuntariamente.
São vários os factores que podem influenciar o início deste problema de forma temporária: frequência de infecções urinárias, obstipação, abuso de substâncias irritantes para a bexiga (café, citrinos), excesso de peso ou ainda a toma de certos medicamentos (sedativos, antidepressivos, diuréticos, anti hipertensores). As causas permanentes envolvem problemas na próstata (no caso do homem), alterações hormonais (no caso da mulher, a menopausa), enfraquecimento dos músculos da bexiga derivado da gravidez e/ou parto, determinadas cirurgias (pélvicas, útero e/ou próstata) ou lesões neurológicas.
Em resumo, a Incontinência Urinária é um problema de saúde do qual todos temos elevada probabilidade de vir a sofrer, de diagnóstico e investigação relativamente simples, e com tratamentos pouco invasivos e muito eficazes.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 15 de março de 2019
Ana Sofia Pacheco, fisioterapeuta, Serviço de Medicina Física e Reabilitação[/caption]
Tem perdas de urina quando espirra ou ri? Deixou de participar em aulas de grupo por perder xixi enquanto saltava? Já não sai com amigos com receio de molhar a roupa, ou cheirar mal? Vai muitas vezes à casa-de-banho, e perde algumas gotinhas de urina antes de chegar à sanita? Perde gases quando tosse, ou apercebe-se de que, por vezes, tem a cueca suja (fezes líquidas)?
Contrariamente à crença popular, a incontinência de esfíncteres (qualquer perda involuntária de urina, fezes ou gases) não é uma consequência normal da idade, embora os músculos do pavimento pélvico (conjunto de músculos e ligamentos que fecham a cavidade abdominal inferiormente) possam perder algum tónus quando se envelhece.
A incontinência tem tratamento. O passo mais importante para obter ajuda é falar com o seu Médico; de acordo com o diagnóstico, poderá ser orientado(a) para outros profissionais.
O Serviço de Medicina Física e Reabilitação do Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa dispõe de profissionais especializados nesta área (Médica Fisiatra e Fisioterapeutas) que o(a) podem ajudar. O tratamento tem elevadas taxas de sucesso e ganhos significativos na qualidade de vida.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 26 de abril de 2019
Osteoporose

Tiago Meirinhos, reumatologista
Osteoporose, a doença silenciosa
A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da densidade mineral do osso, tornando-o mais fraco e suscetível às fraturas que ocorrem tipicamente na anca, coluna vertebral ou punho. Habitualmente não pensamos nesta doença até nos “cair” nas mãos, com fraturas em nós ou nos nossos familiares.
A maioria das fraturas ocorre em pequenos acidentes domésticos. Assim, é essencial a adoção de medidas preventivas de forma a minimizar este risco: a iluminação em casa deverá ser adequada e de fácil acesso, para evitar por exemplo as quedas nas idas à casa de banho durante a noite; as banheiras deverão ser substituídas por polibãs e o uso de carpetes deverá ser limitado, uma vez que tornam o piso escorregadio e aumentam as quedas.
Para um osso forte é necessária uma alimentação saudável com ingestão apropriada de cálcio, e ter níveis adequados de vitamina D; também a medicação e as doenças crónicas podem influenciar a densidade do osso. É também essencial a prática regular de exercício físico em qualquer idade, já que este fortalece o osso, e aumenta a força muscular e o equilíbrio, diminuindo o risco de quedas.
Não se esqueça, pense nos seus ossos antes que seja tarde de mais!
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 16 de agosto de 2019
Preparação para o parto no CHTS
A gravidez é um dos momentos mais importantes na vida de um casal, repleto de alegrias e ansiedades, mas também de medos e muitas dúvidas, pelo que a preparação para o parto é muito importante.
No Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), o Curso de Preparação destina-se às grávidas/casais a partir das 32 semanas de gestação. É constituído por uma equipa de profissionais de saúde: Médico Obstetra, Enfermeiros Especialistas do Bloco de Partos, Nutricionista e Psicóloga.
As grávidas têm acesso ao curso, através de referenciação dos Cuidados de Saúde Primários, de Instituições Privadas, da Consulta Externa de Obstetrícia e do Diagnóstico Pré-natal.
O Curso engloba 6 sessões teórico-práticas, uma sessão de nutrição e uma sessão de psicologia. Decorre, no Hospital Padre Américo, aos sábados, em 2 grupos, 8h30 e 11h com a duração de duas horas. Às quintas-feiras, é das 17h30 às 19h30.
Tem como objetivos a promoção da educação para a saúde da grávida, feto/recém-nascido e família; capacitar os futuros pais durante a gravidez para a aquisição de conhecimentos e competências que os ajudem a prepararem-se para o nascimento e parentalidade; ensinar e desenvolver estratégias para a gestão da dor de trabalho de parto e parto, e promover a empatia com a equipa.
É efectuada uma visita à maternidade, desde a admissão da grávida no Serviço de Urgência, Bloco de Partos e internamento de Obstetrícia. Pretende-se familiarizar os casais com o local que selecionaram para o nascimento dos seus filhos.
O curso capacita a mulher/casal para a tomada de decisão informada e responsável proporcionando a possibilidade de expor as suas dúvidas, preocupações, expectativas e partilha de vivências.
Autoras: Manuela Garcês, Fátima Almeida, Filomena Pinto – Enfermeiras Especialistas de Saúde Materna e Obstétrica do Bloco de Partos
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Saúde e Bem-estar
Ana Ferreira e Sandra Poiares, enfermeiras do Serviço de Cardiologia[/caption]
O tabagismo é um dos mais importantes problemas de saúde pública, sendo considerado a principal causa evitável de morte a nível mundial.
A Organização Mundial de Saúde considera o tabagismo uma pandemia, morrendo cerca de 5 milhões de pessoas por ano em todo mundo, o que corresponde a seis mortes a cada segundo. Prevê-se que este número passe para 10 milhões em 2025, com aumento do número de fumadores entre adolescentes e mulheres.
Apostar na cessação tabágica, é um investimento que trará vida para o fumador e para com quem ele partilha o ambiente, uma vez que os riscos diminuem a partir do momento que cessa a exposição ao fumo do tabaco.
É fundamental que os fumadores se consciencializem para a necessidade da mudança de comportamentos, investindo numa vida mais duradoura, e sobretudo na qualidade desse tempo de vida.
O suporte familiar, os amigos e o meio onde o fumador se insere, devem ser fatores facilitadores nesse processo de mudança, no entanto, é a vontade de cada um, o motor impulsionador dessa modificação positiva.
Deixe de fumar, pela sua saúde e pela saúde dos outros!
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 19 de janeiro de 2018
Maria Inês Monteiro, Pediatra[/caption]
Como fazer uma exposição solar correta?
- Manter as crianças à sombra. Usar guarda-sol com proteção para radiação ultravioleta. Também existem peças de roupa com fator de proteção ultravioleta superior a 50, que bloqueiam 98% dos raios UV.
- Evitar a exposição solar das 11 às 17 horas.
- A criança também deve usar óculos de sol. Óculos escuros não são sinónimo de proteção ocular. A barreira aos raios UV é um filtro colocado na lente. Estas devem ser de qualidade e terem a indicação de filtro UV próximo dos 100%.
- Beber água frequentemente.
- Usar protetor solar de índice elevado e adequado à pele da criança: 100% mineral no 1º e 2º ano de vida e a partir dos 6 meses de idade. Só se tornam eficazes 30 minutos após a aplicação e deve ser renovada a sua aplicação a cada 2 horas.
- Em caso de queimadura, deve aplicar de imediato água fria, colocar creme hidratante em abundante quantidade e oferecer muitos líquidos à criança. Se aparecimento de dor, bolha ou sinais inflamatórios, deve ser efetuada observação médica.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 20 de julho de 2018
Cátia Moreira, enfermeira do Serviço de Urgência Geral[/caption]
O termo “gastroenterite” refere-se a uma irritação e inflamação do tubo digestivo, incluindo o estômago e o intestino. As causas mais comuns são agentes virais, bactérias, parasitas e as intoxicações alimentares.
As queixas mais comuns são a diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas e vómitos. A gastroenterite é um problema bastante comum no verão porque as bactérias propagam-se mais facilmente nos alimentos, já que o calor é um meio propício de desenvolvimento dessas bactérias.
A maioria das gastroenterites é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados por bactérias ou vírus. As infeções também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, se não existirem hábitos de higiene.
Os sintomas principais da gastroenterite são diarreia e vómitos podendo ainda ocorrer dores de barriga, febre e dores de cabeça. Quando o quadro é grave e persistente, pode ocorrer desidratação.
A melhor forma de prevenir a gastroenterite é através do cumprimento de medidas de higiene. É essencial lavar sempre as mãos depois de ir à casa de banho, antes de manusear alimentos e depois de contactar com a natureza e/ou com animais de estimação. Não se devem partilhar toalhas de uma pessoa que tenha gastroenterite. O correto acondicionamento e preparação dos alimentos é também crucial.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 6 de julho de 2018
Cátia Moreira, enfermeira do Serviço de Urgência Geral[/caption]
As doenças cardiovasculares afetam o sistema circulatório, ou seja, o coração e os vasos sanguíneos e são uma das principais causas de morte em Portugal. A maioria destas doenças são provocadas por aterosclerose - depósito de placas de gordura e cálcio no interior das artérias que dificultam e podem impedir a circulação sanguínea nos órgãos. Quando a aterosclerose surge nas artérias coronárias, pode causar o enfarte do miocárdio. Se se desenvolve nas artérias do cérebro, pode desencadear um acidente vascular cerebral.
Estas doenças podem ser prevenidas pela adoção de um estilo de vida saudável e vigilância clínica regular.
O controlo dos fatores de risco é a melhor forma de prevenir as doenças cardiovasculares. Controlar a pressão arterial mantendo-a com valores inferiores a 140/90 mm Hg, vigiar o colesterol, ter uma glicemia normal implica que esteja atento à sua saúde e que procure a colaboração de um profissional de saúde. Praticar uma atividade física regular pelo menos 30 min, 5 vezes por semana, ter hábitos alimentares saudáveis como comer mais fruta, vegetais, fibras e peixe e reduzir o consumo de gorduras, açúcar e sal, não fumar e evitar o stress são aspetos que todos nós devemos estar sensibilizados e encarar no nosso dia-a-dia com hábitos de vida.
Texto publicado originalmente no Jornal Imediato a 7 de junho de 2019.
Isabel Maria Gomes, enfermeira do Serviço de Urgência Pediátrica[/caption]
A luz solar, além da radiação visível, transmite raios invisíveis prejudiciais para a pele, os infravermelhos e ultravioleta. O sol tem também funções benéficas, como é o caso da produção de vitamina D, tão importante no crescimento das crianças.
Evite expor-se ao sol entre as 11 e as 16 horas.
Estar à sombra, na praia, obriga também à aplicação de protetor solar, pois existe irradiação pela areia. Mesmo com nevoeiro e neblina devem manter-se os cuidados de proteção solar.
Os protetores solares devem ser aplicados 30 minutos antes do início da exposição solar e de 2 em 2 horas durante a exposição solar e sempre após os banhos de mar ou piscina.
Os bebés não devem estar expostos diretamente à radiação solar devendo, além da aplicação do protetor solar e do cumprimento de um correto horário de exposição solar, ser protegidos com vestuário, óculos, chapéu de sol e promover a ingestão constante de líquidos.
Devem ser escolhidos protetores solares hipoalergénicos, dando-se preferência aos filtros físicos.
Se não tivermos cuidado, o sol pode provocar: desidratação, insolação, queimaduras, descamação, dor, pele vermelha, entre outras complicações.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 2 de agosto de 2019
Emília Gomes, enfermeira, Especialidades Cirúrgicas[/caption]
Os testículos fazem parte do órgão reprodutor masculino e são responsáveis pela produção dos espermatozóides. O tumor do testículo é um tumor pouco frequente, mas com o agravante de ter maior incidência em pessoas jovens em idade produtiva. A criptorquidia (testículo que não desce para a bolsa escrotal) é um fator importante que contribui no aparecimento deste tipo de tumor.
O primeiro sintoma é a presença de um nódulo duro ou edema no testículo. Por vezes o nódulo provoca dor, mas na maioria das vezes é indolor.
A puberdade precoce é outro dos sintomas de cancro testicular na medida em que alguns tumores de células de Leydig e de Sertoli podem produzir andrógenos (hormonas sexuais masculinas). Nos homens não provocam quaisquer sintomas específicos, mas em crianças podem provocar sinais de puberdade, como o crescimento de pêlos faciais e corporais numa idade precoce.
Alguns tipos de cancro podem não provocar sintomas até atingirem um estado avançado.
A maioria dos cancros do testículo aparece em idade jovem (entre os 20 e 40 anos) e é diagnosticado num estado inicial. A presença de um nódulo testicular deve ser avaliada por um médico.
É importante que o homem faça o autoexame dos seus testículos mensalmente após a puberdade. O melhor momento é durante ou após o banho, quando a pele do escroto se encontra mais relaxada:
- Deve afastar o pénis e examinar cada testículo separadamente.
- Segurar o testículo com as duas mãos e roda-lo delicadamente entre os dedos.
- Procurar sentir a presença de nódulos ou qualquer alteração no tamanho, forma ou consistência dos testículos.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 23 de novembro de 2018
Sabia que tomar antibióticos tem riscos significativos?
Poucas pessoas sabem que sempre que se toma um antibiótico sem necessidade, ou não cumprindo as instruções médicas, aumenta a resistência das bactérias que deveria combater e, portanto, reduz a eficácia do antibiótico.
Sabia que as infeções por bactérias resistentes são mais difíceis de curar e transmitem-se a outras pessoas?
As bactérias resistentes sobrevivem na presença do antibiótico e continuam a multiplicar-se, causando uma doença mais grave e mais difícil de tratar. Estas bactérias podem transmitir-se de pessoa para pessoa, quer seja diretamente ou através do meio ambiente.Sabia que as infeções causadas por vírus não devem ser tratadas com antibióticos?
A maioria das infeções comuns, tais como as constipações e as gripes, são causadas por vírus e não por bactérias e, portanto, não são curadas por antibióticos. Não deve tomar antibióticos no caso de:- Constipação;
- Gripe;
- Dor de garganta;
- Pingo no nariz;
- Tosse seca.
Como posso saber se devo tomar um antibiótico?
Apenas o médico pode fazer o diagnóstico correto e decidir se é necessário receitar antibiótico e, nesse caso, qual o antibiótico aconselhado. Não deve, em caso algum, automedicar-se. Se lhe for prescrito um antibiótico, cumpra as instruções do médico, em termos de dose, horário das tomas e duração do tratamento. Se sobrarem comprimidos no fim do tratamento, devolva-os à farmácia.
- Duração: a duração do sono deve ser suficiente para repousar e estar alerta no dia seguinte.
- Ciclos de sono: devem ser contínuos, sem interrupção.
- Profundidade: o sono deve ser profundo o suficiente para ser reparador.
- Fixar a hora de dormir e de despertar.
- Se tem por hábito fazer a sesta, não exceda os 45 minutos de sono.
- Evitar a ingestão de álcool quatro horas antes de deitar e não fume.
- Evite cafeína seis horas antes de deitar. Isto inclui café, chá e refrigerantes e chocolate.
- Evite alimentos picantes ou açucarados quatro horas antes de deitar. Um lanche leve antes de dormir é aceitável.
- Praticar exercício regularmente, mas nunca antes de dormir.
- Use roupa de cama confortável.
- Encontre uma temperatura confortável para dormir e mantenha o quarto bem ventilado.
- Bloqueie todo o ruído perturbador e elimine o máximo de luz possível.
- Não use a cama como escritório, sala de trabalho ou lazer.
- A hora de deitar deve ser sempre a mesma e, de preferência, nunca depois das 21h30.
- Ter uma rotina de sestas apropriada à idade.
- Estabelecer uma rotina de dormir.
- Torne o quarto do seu filho propício para o sono: fresco, escuro e silencioso.
- Incentive seu filho a dormir sozinho.
- Evite luz intensa na hora de dormir e durante a noite, aumente a exposição à luz da manhã.
- Evite refeições pesadas e exercícios vigorosos perto da hora de dormir.
- Mantenha todos os aparelhos electrónicos, incluindo televisores, computadores e telemóveis fora do quarto e limite o uso destes aparelhos antes de deitar.
- Evite a cafeína incluída em muitos refrigerantes, café e chás (ice tea, por exemplo).
- Mantenha uma rotina diária regular, incluindo a hora das refeições.
Saúde Mental
Daniela Mota Mendes, psicóloga clínica[/caption]
Vivemos numa sociedade em que vários tabus começam a ser quebrados, no entanto, a morte continua a ser vista como um assunto “impronunciável”, um tema que deve ser evitado e ignorado, como se assim pudéssemos contornar a sua inevitabilidade. Condena-se a expressão da dor, que é vista como um sinal de fraqueza, exige-se força e controlo a quem sofre a morte de um ente querido, desconhecendo que tal exigência pode resultar num processo de luto complicado/patológico.
A prática clínica revela que poucas experiências serão tão dolorosas e difíceis de elaborar quanto o luto pela morte de alguém que amamos.
As formas como cada pessoa expressa o seu luto e a sua dor, são únicas e individuais, sendo que, não reagimos todos do mesmo modo. Viver o processo do luto não tem como objetivo esquecer; mas reaprender a viver, apesar da perda. Continuar-se-á a sentir falta de quem partiu e deseja-se estar ao seu lado, mas a elaboração de um processo de luto permite retomar a trajetória da vida. Do estado de luto não se espera uma cura, pois não se trata de uma doença, mas antes uma readaptação à vida.
O luto é um fenómeno natural, que representa a resposta a uma perda significativa. E são muitas as perdas com que somos confrontados ao longo do nosso ciclo vital.
Algumas das reações à perda, pela sua duração, intensidade e frequência com que ocorrem, podem ser consideradas reações patológicas. Nestes casos, o luto é visto como um processo que se afasta da normalidade, passando a ser encarado como patológico, com necessidade de intervenção especializada.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 5 de julho de 2019
Daniela Mota Mendes, psicóloga clínica[/caption]
É unanimemente reconhecido, que a alimentação não se limita à satisfação da sensação física de fome, alimentamo-nos e selecionamos os alimentos não só em função das nossas necessidades fisiológicas, mas também em função do nosso estado emocional. E fazemo-lo desde muito cedo, quando se oferece um doce para sossegar e confortar a criança, ensina-se que os alimentos não possuem somente um valor nutritivo e energético, mas também um valor e um significado emocional. Assim, a comida torna-se na primeira estratégia para lidar com as situações adversas.
Os alimentos são muitas vezes usados para acalmar, aliviar ou confortar em momentos de tristeza ou de maior tensão emocional, e é neste sentido que surge o conceito de Alimentação e Fome Emocional.
Evidentemente a comida proporciona uma satisfação passageira, não resolvendo os problemas inerentes às emoções e sentimentos negativos. Esta situação agrava-se, ainda mais, quando o aumento de peso provoca sentimentos de baixa auto-estima, desvalorização pessoal e culpa por ter comido exageradamente, por sua vez, estes sentimentos podem aumentar, ainda mais, a fome emocional, produzindo um ciclo vicioso entre ingestão compulsiva e os estados emocionais negativos.
Torna-se necessário identificar e compreender a origem para tratar o sintoma da fome emocional.

