Saúde e Bem-estar

Andrea Dias Enfermeira do Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos

Andrea Dias-  Enfermeira do Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos

Existe um conjunto de medidas individuais que todos devemos conhecer e cumprir para minimizar a transmissão de agentes infeciosos por via aérea ou através de gotículas libertadas ao espirrar ou tossir, designado Etiqueta Respiratória. Com a etiqueta respiratória pretende-se evitar a dispersão de gotículas e a consequente contaminação das mãos, consiste em:

  • Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, com o braço ou antebraço, na ausência de um lenço;
  • Usar um lenço de uso único para conter as secreções respiratórias e colocá-lo de seguida no lixo;
  • Lavar as mãos com água e sabão, principalmente após o contacto com as secreções respiratórias e / ou gotículas;
  • Após contacto das mãos com secreções ou gotículas deve evitar tocar nas superfícies de toque frequente, por exemplo portas, puxadores das portas, mesas, balcões, corrimões antes de lavar as mãos;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca;
  • Evitar contacto próximo (inferior a 2 metros) com pessoas que estão doentes.

Lembre-se: medidas simples salvam vidas. Peça a sua máscara se tiver sintomatologia respiratória (tosse e espirros) quando se dirigir a uma Unidade de saúde.

Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 28 de fevereiro de 2020

Ana Ferreira e Sandra Poiares, enfermeiras do Serviço de Cardiologia

Ana Ferreira e Sandra Poiares, enfermeiras do Serviço de Cardiologia

O tabagismo é um dos mais importantes problemas de saúde pública, sendo considerado a principal causa evitável de morte a nível mundial.

A Organização Mundial de Saúde considera o tabagismo uma pandemia, morrendo cerca de 5 milhões de pessoas por ano em todo mundo, o que corresponde a seis mortes a cada segundo. Prevê-se que este número passe para 10 milhões em 2025, com aumento do número de fumadores entre adolescentes e mulheres.

Apostar na cessação tabágica, é um investimento que trará vida para o fumador e para com quem ele partilha o ambiente, uma vez que os riscos diminuem a partir do momento que cessa a exposição ao fumo do tabaco.

É fundamental que os fumadores se consciencializem para a necessidade da mudança de comportamentos, investindo numa vida mais duradoura, e sobretudo na qualidade desse tempo de vida.

O suporte familiar, os amigos e o meio onde o fumador se insere, devem ser fatores facilitadores nesse processo de mudança, no entanto, é a vontade de cada um, o motor impulsionador dessa modificação positiva.

Deixe de fumar, pela sua saúde e pela saúde dos outros!

Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 19 de janeiro de 2018
Maria Inês Pacheco Teixeira Monteiro, Pediatra

Maria Inês Monteiro, Pediatra

Como fazer uma exposição solar correta?

  • Manter as crianças à sombra. Usar guarda-sol com proteção para radiação ultravioleta. Também existem peças de roupa com fator de proteção ultravioleta superior a 50, que bloqueiam 98% dos raios UV.
  • Evitar a exposição solar das 11 às 17 horas.
  • A criança também deve usar óculos de sol. Óculos escuros não são sinónimo de proteção ocular. A barreira aos raios UV é um filtro colocado na lente. Estas devem ser de qualidade e terem a indicação de filtro UV próximo dos 100%.
  • Beber água frequentemente.
  • Usar protetor solar de índice elevado e adequado à pele da criança: 100% mineral no 1º e 2º ano de vida e a partir dos 6 meses de idade. Só se tornam eficazes 30 minutos após a aplicação e deve ser renovada a sua aplicação a cada 2 horas.
  • Em caso de queimadura, deve aplicar de imediato água fria, colocar creme hidratante em abundante quantidade e oferecer muitos líquidos à criança. Se aparecimento de dor, bolha ou sinais inflamatórios, deve ser efetuada observação médica.
Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 20 de julho de 2018
Cátia Moreira, enfermeira do Serviço de Urgência Geral

Cátia Moreira, enfermeira do Serviço de Urgência Geral

O termo “gastroenterite” refere-se a uma irritação e inflamação do tubo digestivo, incluindo o estômago e o intestino. As causas mais comuns são agentes virais, bactérias, parasitas e as intoxicações alimentares.

As queixas mais comuns são a diarreia, dor abdominal, cólicas, náuseas e vómitos. A gastroenterite é um problema bastante comum no verão porque as bactérias propagam-se mais facilmente nos alimentos, já que o calor é um meio propício de desenvolvimento dessas bactérias.

A maioria das gastroenterites é causada pela ingestão de alimentos ou água contaminados por bactérias ou vírus. As infeções também podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, se não existirem hábitos de higiene.

Os sintomas principais da gastroenterite são diarreia e vómitos podendo ainda ocorrer dores de barriga, febre e dores de cabeça. Quando o quadro é grave e persistente, pode ocorrer desidratação.

A melhor forma de prevenir a gastroenterite é através do cumprimento de medidas de higiene. É essencial lavar sempre as mãos depois de ir à casa de banho, antes de manusear alimentos e depois de contactar com a natureza e/ou com animais de estimação. Não se devem partilhar toalhas de uma pessoa que tenha gastroenterite. O correto acondicionamento e preparação dos alimentos é também crucial.

Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 6 de julho de 2018
Cátia Moreira, enfermeira do Serviço de Urgência Geral

Cátia Moreira, enfermeira do Serviço de Urgência Geral

As doenças cardiovasculares afetam o sistema circulatório, ou seja, o coração e os vasos sanguíneos e são uma das principais causas de morte em Portugal. A maioria destas doenças são provocadas por aterosclerose – depósito de placas de gordura e cálcio no interior das artérias que dificultam e podem impedir a circulação sanguínea nos órgãos. Quando a aterosclerose surge nas artérias coronárias, pode causar o enfarte do miocárdio. Se se desenvolve nas artérias do cérebro, pode desencadear um acidente vascular cerebral.

Estas doenças podem ser prevenidas pela adoção de um estilo de vida saudável e vigilância clínica regular.

O controlo dos fatores de risco é a melhor forma de prevenir as doenças cardiovasculares. Controlar a pressão arterial mantendo-a com valores inferiores a 140/90 mm Hg, vigiar o colesterol, ter uma glicemia normal implica que esteja atento à sua saúde e que procure a colaboração de um profissional de saúde. Praticar uma atividade física regular pelo menos 30 min, 5 vezes por semana, ter hábitos alimentares saudáveis como comer mais fruta, vegetais, fibras e peixe e reduzir o consumo de gorduras, açúcar e sal, não fumar e evitar o stress são aspetos que todos nós devemos estar sensibilizados e encarar no nosso dia-a-dia com hábitos de vida.

Texto publicado originalmente no Jornal Imediato a 7 de junho de 2019.

 

Isabel Maria Gomes, enfermeira do Serviço de Urgência Pediátrica

Isabel Maria Gomes, enfermeira do Serviço de Urgência Pediátrica

A luz solar, além da radiação visível, transmite raios invisíveis prejudiciais para a pele, os infravermelhos e ultravioleta. O sol tem também funções benéficas, como é o caso da produção de vitamina D, tão importante no crescimento das crianças.

Evite expor-se ao sol entre as 11 e as 16 horas.

Estar à sombra, na praia, obriga também à aplicação de protetor solar, pois existe irradiação pela areia. Mesmo com nevoeiro e neblina devem manter-se os cuidados de proteção solar.

Os protetores solares devem ser aplicados 30 minutos antes do início da exposição solar e de 2 em 2 horas durante a exposição solar e sempre após os banhos de mar ou piscina.

Os bebés não devem estar expostos diretamente à radiação solar devendo, além da aplicação do protetor solar e do cumprimento de um correto horário de exposição solar, ser protegidos com vestuário, óculos, chapéu de sol e promover a ingestão constante de líquidos.

Devem ser escolhidos protetores solares hipoalergénicos, dando-se preferência aos filtros físicos.

Se não tivermos cuidado, o sol pode provocar: desidratação, insolação, queimaduras, descamação, dor, pele vermelha, entre outras complicações.

Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 2 de agosto de 2019
Emília Gomes, enfermeira, Especialidades Cirúrgicas

Emília Gomes, enfermeira, Especialidades Cirúrgicas

Os testículos fazem parte do órgão reprodutor masculino e são responsáveis pela produção dos espermatozóides. O tumor do testículo é um tumor pouco frequente, mas com o agravante de ter maior incidência em pessoas jovens em idade produtiva. A criptorquidia (testículo que não desce para a bolsa escrotal) é um fator importante que contribui no aparecimento deste tipo de tumor.

O primeiro sintoma é a presença de um nódulo duro ou edema no testículo. Por vezes o nódulo provoca dor, mas na maioria das vezes é indolor.

A puberdade precoce é outro dos sintomas de cancro testicular na medida em que alguns tumores de células de Leydig e de Sertoli podem produzir andrógenos (hormonas sexuais masculinas). Nos homens não provocam quaisquer sintomas específicos, mas em crianças podem provocar sinais de puberdade, como o crescimento de pêlos faciais e corporais numa idade precoce.

Alguns tipos de cancro podem não provocar sintomas até atingirem um estado avançado.

A maioria dos cancros do testículo aparece em idade jovem (entre os 20 e 40 anos) e é diagnosticado num estado inicial. A presença de um nódulo testicular deve ser avaliada por um médico.

É importante que o homem faça o autoexame dos seus testículos mensalmente após a puberdade. O melhor momento é durante ou após o banho, quando a pele do escroto se encontra mais relaxada:

  • Deve afastar o pénis e examinar cada testículo separadamente.
  • Segurar o testículo com as duas mãos e roda-lo delicadamente entre os dedos.
  • Procurar sentir a presença de nódulos ou qualquer alteração no tamanho, forma ou consistência dos testículos.

É normal um testículo ser ligeiramente maior do que o outro.

O diagnóstico é feito com base na ecografia e marcadores tumorais. Raramente é realizada biopsia para evitar a disseminação da doença.

O tratamento inicial é sempre cirúrgico e é denominado orquidectomia inguinal radical, em que o cirurgião remove o tumor junto com o testículo e o cordão espermático. Esta cirurgia não afecta a função sexual ou reprodutora do homem, caso tenha o outro testículo normal.

Posteriormente serão feitos outros exames de imagem para estadiamento da doença e possíveis tratamentos(radioterapia,quimioterapia).

Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 23 de novembro de 2018

Sabia que tomar antibióticos tem riscos significativos?

Sabia que tomar antibióticos tem riscos significativos?Poucas pessoas sabem que sempre que se toma um antibiótico sem necessidade, ou não cumprindo as instruções médicas, aumenta a resistência das bactérias que deveria combater e, portanto, reduz a eficácia do antibiótico.

Sabia que as infeções por bactérias resistentes são mais difíceis de curar e transmitem-se a outras pessoas?

As bactérias resistentes sobrevivem na presença do antibiótico e continuam a multiplicar-se, causando uma doença mais grave e mais difícil de tratar. Estas bactérias podem transmitir-se de pessoa para pessoa, quer seja diretamente ou através do meio ambiente.

Sabia que as infeções causadas por vírus não devem ser tratadas com antibióticos?

A maioria das infeções comuns, tais como as constipações e as gripes, são causadas por vírus e não por bactérias e, portanto, não são curadas por antibióticos.

Não deve tomar antibióticos no caso de:

  • Constipação;
  • Gripe;
  • Dor de garganta;
  • Pingo no nariz;
  • Tosse seca.

Como posso saber se devo tomar um antibiótico?

Apenas o médico pode fazer o diagnóstico correto e decidir se é necessário receitar antibiótico e, nesse caso, qual o antibiótico aconselhado. Não deve, em caso algum, automedicar-se. Se lhe for prescrito um antibiótico, cumpra as instruções do médico, em termos de dose, horário das tomas e duração do tratamento.

Se sobrarem comprimidos no fim do tratamento, devolva-os à farmácia.

Três factores importantes para um sono de qualidade:Durma bem, desfrute a vida.

  • Duração: a duração do sono deve ser suficiente para repousar e estar alerta no dia seguinte.
  • Ciclos de sono: devem ser contínuos, sem interrupção.
  • Profundidade: o sono deve ser profundo o suficiente para ser reparador.

10 mandamentos do sono (adultos)

  1. Fixar a hora de dormir e de despertar.
  2. Se tem por hábito fazer a sesta, não exceda os 45 minutos de sono.
  3. Evitar a ingestão de álcool quatro horas antes de deitar e não fume.
  4. Evite cafeína seis horas antes de deitar. Isto inclui café, chá e refrigerantes e chocolate.
  5. Evite alimentos picantes ou açucarados quatro horas antes de deitar. Um lanche leve antes de dormir é aceitável.
  6. Praticar exercício regularmente, mas nunca antes de dormir.
  7. Use roupa de cama confortável.
  8. Encontre uma temperatura confortável para dormir e mantenha o quarto bem ventilado.
  9. Bloqueie todo o ruído perturbador e elimine o máximo de luz possível.
  10. Não use a cama como escritório, sala de trabalho ou lazer.

10 mandamentos do sono (crianças até aos 12 anos)

  1. A hora de deitar deve ser sempre a mesma e, de preferência, nunca depois das 21h30.
  2. Ter uma rotina de sestas apropriada à idade.
  3. Estabelecer uma rotina de dormir.
  4. Torne o quarto do seu filho propício para o sono: fresco, escuro e silencioso.
  5. Incentive seu filho a dormir sozinho.
  6. Evite luz intensa na hora de dormir e durante a noite, aumente a exposição à luz da manhã.
  7. Evite refeições pesadas e exercícios vigorosos perto da hora de dormir.
  8. Mantenha todos os aparelhos electrónicos, incluindo televisores, computadores e telemóveis fora do quarto e limite o uso destes aparelhos antes de deitar.
  9. Evite a cafeína incluída em muitos refrigerantes, café e chás (ice tea, por exemplo).
  10. Mantenha uma rotina diária regular, incluindo a hora das refeições.

Para mais informações, consulte:

Associação Portuguesa do Sono
World Sleep Society

Andrea Dias Enfermeira do Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos

Andrea Dias-  Enfermeira do Grupo de Coordenação Local do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos

Existe um conjunto de medidas individuais que todos devemos conhecer e cumprir para minimizar a transmissão de agentes infeciosos por via aérea ou através de gotículas libertadas ao espirrar ou tossir, designado Etiqueta Respiratória. Com a etiqueta respiratória pretende-se evitar a dispersão de gotículas e a consequente contaminação das mãos, consiste em:

  • Cobrir a boca e o nariz ao espirrar ou tossir, com o braço ou antebraço, na ausência de um lenço;
  • Usar um lenço de uso único para conter as secreções respiratórias e colocá-lo de seguida no lixo;
  • Lavar as mãos com água e sabão, principalmente após o contacto com as secreções respiratórias e / ou gotículas;
  • Após contacto das mãos com secreções ou gotículas deve evitar tocar nas superfícies de toque frequente, por exemplo portas, puxadores das portas, mesas, balcões, corrimões antes de lavar as mãos;
  • Evitar tocar nos olhos, nariz e boca;
  • Evitar contacto próximo (inferior a 2 metros) com pessoas que estão doentes.

Lembre-se: medidas simples salvam vidas. Peça a sua máscara se tiver sintomatologia respiratória (tosse e espirros) quando se dirigir a uma Unidade de saúde.

Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 28 de fevereiro de 2020