A mãe e o bebé, as primeiras semanas

Mãe e Bebé: O que levar para a maternidade

 

O puerpério é o período pós-parto em que há a regressão das alterações físicas e psíquicas que ocorreram durante a gravidez. É normal sentir cansaço, irritabilidade e privação do sono. Aproveite para descansar quando o bebé está a dormir.

Lóquios: corrimento libertado pelo útero após o parto durante 4 a 6 semanas.

Perdas de urina: são comuns durante três meses após o parto. Para minimizar estas perdas, deve fazer os exercícios Kegel (contrair e descontrair os músculos do períneo).

A episiorrafia (corte no períneo) deve ser mantida o mais impa e seca possível. Aplicar gelo devidamente protegido durante alguns minutos, várias vezes ao dia.

A ferida cirúrgica abdominal está coberta com penso impermeável, o que permite a sua higiene corporal diária. Antes de retirar os pontos/agrafos evite esforços; depois de os retirar, deve manter a ferida limpa e seca e massajar com creme cicatrizante.

Enquanto amamentar deve usar um soutien adequado e manter mamilos secos; no fim das mamadas, colocar colostro/leite nos mamilos no final das mamadas e deixar secar; se necessário, utilizar arejadores de mamilos; é normal sentir dores abdominais (por contrações uterinas) durante as mamadas.

Sinais de alarme durante o puerpério

Deve consultar o médico em caso de febre, aumento da hemorragia vaginal, corrimento vaginal com cheiro fétido, desconforto ao urinar, dor intensa nas mamas, na episiorrafia ou na ferida cirúrgica abdominal; penso da ferida sujo; início súbito de dor e inchaço nas pernas ou falta de ar.

A consulta de revisão do puerpério deve ser feita 4 a 6 semanas após o parto.


Mãe e Bebé: O que levar para a maternidade

  • O conforto do bebé é essencial para o seu bem-estar e para a sua saúde;
  • Nas primeiras de semanas, o bebé precisa de descansar muito e o ambiente em seu redor deve ser tranquilo. Se tiver muitas visitas e muita agitação, pode ficar fatigado e aborrecido;
  • Costuma dormir a maior parte do dia, permanecendo acordado apenas durante curtos períodos;
  • Nas primeiras semanas, o bebé deve permanecer em casa – deve sair apenas em caso de necessidade, por exemplo ir ao Centro de Saúde ou a uma consulta médica.

Banho do bebé

  • O bebé deve tomar banho, diariamente, ao fim do dia;
  • Os produtos usados na sua higiene devem ser adequados, para que não provoquem alergias ou irritações na pele.

Antes de iniciar o banho, deve:

  • Aquecer o quarto ou a casa de banho, a 23-24ºC;
  • Colocar um tapete antiderrapante no fundo da banheira, para o bebé não escorregar;
  • Colocar, junto a si, tudo aquilo que irá ser necessário depois do banho: a toalha, a fralda, as roupinhas, etc.

Para preparar a ÁGUA DO BANHO:

  • Deitar na banheira primeiro a água fria e depois a água quente, até ficar morna, a 37ºC;
  • Não é preciso encher demasiado a banheira – a altura de água deve ficar pelo nível do umbigo do bebé;
  • Confirmar se a água está morna – com um termómetro ou com o pulso;
  • A seguir, deitar na água um pouco de gel de banho, que sirva para lavar tanto o corpo como o cabelo do bebé;
  • Os banhos devem ser rápidos e não exceder 5 minutos;
  • Nunca se deve deixar o bebé sozinho na banheira – é que, em poucos segundos e em meio palmo de água, ele pode afogar-se.

 

Depois do banho

 

  • Depois do banho, secar o bebé, suavemente sem esfregar, envolvendo-o numa toalha macia, aquecida, agasalhando bem a cabeça, para não arrefecer;
  • Depois de seco, deve hidratar-se a pele com um óleo ou creme hidratante e pentear-se o cabelo com uma escova macia;
  • Depois colocar a uma fralda limpa e vestir-lhe roupa lavada;
  • As roupas do bebé devem ser folgadas, confortáveis e fáceis de vestir e de despir. A roupa interior deve ser macia e sempre de algodão;
  • Toda a roupa do bebé deve, depois de lavada, ser passada por água, para retirar todos os resíduos de detergente ou amaciador, que podem irritar a pele.

Massagem bebé

 

  • As massagens fazem muito bem aos bebés, e devem ser feitas diariamente pelos pais;
  • A massagem Shantala é um tipo de massagem que as mães indianas fazem aos seus bebés há mais de mil anos, que passou a ser praticada na Europa, em meados do século XX;
  • As massagens shantala reforçam o vínculo afetivo do bebé com a mãe;reforçam a imunidade e as defesas do bebé contra as infecções; fortalecem-lhe os músculos dos braços e das pernas; melhoram o funcionamento do coração, da respiração e da digestão (com menos cólicas e obstipação); e relaxam o bebé, que à noite, irá ter sonos mais longos e mais tranquilos.

Veja aqui como fazer as massagens Shantala.

Amamentação do bebé

 

  • O leite materno é o melhor alimento para o bebé;
  • É o alimento nutricionalmente mais completo e mais equilibrado para o bebé;
  • Saciando a sede como a fome;
  • Diminui o risco de surgirem no futuro algumas doenças, como alergias, diabetes e obesidade;
  • Proporciona felicidade e bem-estar ao bebé pelo contacto intimo com o corpo da mãe;
  • Reforça o vinculo afetivo com a mãe.

Amamentação leite materno

  • Para a mãe, amamentar é a forma mais prática, mais cómoda e mais económica de alimentar o bebé;
  • Favorece a recuperação de peso, que a mãe tinha antes de engravidar;
  • Favorece a redução do tamanho do útero e diminui as hemorragias uterinas após o parto;
  • Reduz o risco da mãe vir a contrair cancro da mama e dos ovários.

Aleitamento materno

 

Durante as mamadas, a mãe deve:

  • Escolher um local sossegado e estar descontraída e focada no bebé;
  • Estar comodamente instalada. As almofadas de amamentação ajudam a mãe a posicionar-se convenientemente durante a mamada, para depois não ficar com dores nas costas;
  • O bebé deve ser colocado com a cabeça e o corpo em linha reta, com a barriguinha de frente para a mãe e com a boca bem adaptada, de modo a conseguir agarrar bem o mamilo e a aréola;
  • Depois de mamar, o bebé deve ser sempre colocado a arrotar, para expulsar o ar que engoliu durante a mamada.

Leite materno em excesso? Saiba como conservar e descongelar

 

Se o bebé não conseguir mamar todo leite materno que a mãe produz, pode extrai-lo e conservá-lo para lho oferecer mais tarde.

Para o leite materno conservar todas as suas propriedades e não sofrer contaminações, deve ser extraído da seguinte forma:

  1. Primeiro, lavar cuidadosamente as mãos antes de extrair do leite;
  2. Depois extrair o leite manualmente ou com uma bomba de extração.
  3. O leite extraído deve ser lançado diretamente para um recipiente próprio e esterilizado, que deve ser muito bem fechado, e depois consumido nas 6 horas seguintes.

Conservação do leite extraído

 

Se for para conservar e dar ao bebé mais tarde, deve deitar-se no biberão apenas a quantidade de leite necessária para uma mamada e colar um rótulo com a data e a hora da extração.

O leite materno conservado deve ser dado ao bebé dentro dos seguintes prazos recomendados:

  • Até 48 horas, se for conservado na parte mais fria do frigorífico (entre 0 e 4ºC);
  • Até 2 semanas no congelador do frigorífico, se este se encontrar no seu interior;
  • Até 3 meses no congelador do frigorífico, se o congelador tiver uma porta independente;
  • Até 6 meses, se for conservado em arca frigorífica.

 

Descongelação do leite conservado

 

  1. A descongelação de leite materno deve ser feita lentamente no frigorífico;
  2. Depois de descongelado, o leite deve ser aquecido em banho-maria ou sob água quente corrente (a 30-40ºC);
  3. Quando estiver morno, o leite deve ser consumido de imediato.

Alimentação do bebé com leite artificial

 

Os leites artificiais para bebés, também conhecidos como fórmulas infantis, têm uma composição nutricional aproximada da do leite materno.

Em geral, são usadas como suplemento quando o leite da mãe não é suficiente para garantir um bom aumento de peso ao bebé.

Existem muitas marcas de leites artificiais. Por isso, antes de optar por uma delas, peça conselho ao seu médico assistente.

Na preparação da fórmula infantil deve:

  1. Primeiro, deitar no biberão a quantidade de água fervida necessária;
  2. Depois, adicionar as medidas adequadas de pó, seguindo sempre a REGRA DE OURO da preparação das fórmulas infantis, que é por cada 30 ml de água adicionar 1 medida rasa de pó;
  3. A seguir, colocar a tampa no biberão e agitar muito bem até o pó se dissolver completamente.

A mãe, o bebé e as primeiras semanas

 

Depois de ter preparado o leite artificial deve:

  1. Confirmar se o leite está morno, deitando algumas gotas na mão ou no pulso;
  2. Dar o leite ao bebé.

No fim da mamada:

  1. Rejeitar o leite que tenha sobrado no biberão;
  2. Lavar os biberões e as tetinas com água quente e detergente da louça;
  3. Retirar os resíduos de leite com um escovilhão apropriado.

Depois de lavados, os biberões e as tetinas devem ser esterilizados.

A esterilização pode ser feita de 2 formas:

  • Ou por vapor, em aparelhos apropriados;
  • Ou por fervura.

Atenção: os microondas não servem para esterilizar!

 

Esterilização por fervura

 

A esterilização por fervura é um método simples e eficaz, que pode ser feito com os utensílios de cozinha.

Para esterilizar por fervura:

  1. Colocar os biberões, as respectivas tampas e as tetinas dentro de uma panela, suficientemente grande;
  2. Deitar água na panela até ficarem cobertos;
  3. Deixar a água ferver durante 5-10 minutos e, ao fim deste tempo, estão esterilizados.

 

Depois da esterilização

 

  1. Depois de esterilizados, coloque tudo a escorrer;
  2. Quando estiverem secos, tape os biberões com as tampas e guarde-os até voltarem a ser usados.

Bebé em segurança

Depois de sair da Maternidade, a segurança do bebé vai passar a ser uma prioridade para os pais.

Os bebés são extremamente curiosos e imprevisíveis, mas ao mesmo tempo incapazes de se proteger a si próprios.

Por isso, os pais têm sempre que avaliar os riscos que o seu bebé possa correr, tanto dentro de casa como noutros sítios aonde o possam levar.

Vigilância permanente

 

  • Os bebés nunca devem ser deixados sozinhos – pois são imprevisíveis;
  • Nunca deixe o bebé sozinho pousado em locais altos, como fraldários, mesas ou camas;
  • Nunca deixe o bebé sozinho dentro da banheira com água – bastam 10 cm de altura de água para um bebé se afogar;
  • Nunca deixe o bebé sozinho no automóvel – nem que seja só por um minuto;
  • Nunca deixe o bebé sozinho no carrinho de bebé, mesmo que esteja preso com os cintos de segurança.

 A mãe, o Bebé e as primeiras semanas

 

  • O berço do bebé deve ser estável, seguro e obedecer às normas de segurança da União Europeia;
  • As grades devem ter no mínimo 60 cm de altura;
  • A distância entre as grades deve ser inferior a 6 cm;
  • O colchão deve ser firme – para o bebé não se afundar -, justo ao berço e protegido com um resguardo impermeável;
  • Não deve ter almofadas nem edredões – para o bebé não correr risco de asfixiar.

 

Está comprovado que dormir deitado de costas é a mais seguro para o bebé porque diminui o risco de ocorrer a síndrome da morte súbita do lactente.

  • De preferência, o bebé deve dormir num saco-cama próprio para o efeito;
  • Os cobertores e edredões podem tornar-se perigosos – porque o bebé pode deslizar e meter-se debaixo deles e ficar asfixiado;
  • A cabeça do bebé não deve ser coberta com panos ou fraldas;
  • O bebé deve ser sempre deitado de costas (decúbito dorsal).

 

As chupetas devem ser inspeccionadas periodicamente para se verificar o seu estado de conservação.

As chupetas que estiverem estragadas ou sem condições devem ser rejeitadas.

 

Segurança com correntes de chupeta

 

  • As correntes das chupetas não devem ser utilizadas por rotina – apenas quando for indispensável;
  • Nunca usar correntes com mais 22 cm de comprimento, devido ao risco de estrangulamento;
  • Retirar a corrente quando deitar o bebé para dormir;
  • Não colocar fios, fitas ou adornos à volta do pescoço do bebé, pelo risco de estrangulamento.

 

Os brinquedos do bebé devem cumprir as normas de segurança da União Europeia (verificar no rótulo) e ser apropriados à idade do bebé.

 

 

  • O bebé deve permanecer sempre na cadeirinha, preso com os cintos de segurança;
  • A cadeirinha deve ser sempre fixada ao banco do carro;
  • Os lugares de trás são mais seguros para o bebé;
  • Por razões de segurança, os bebés devem viajar virados para trás até aos 18 meses os bebés para que, em caso de embate ou travagem brusca, a cabeça do bebé não balance bruscamente para a frente, o que poderia causar-lhe graves lesões na coluna vertebral, ao nível do pescoço.

Bebé em segurança

  • O teste do pezinho é o termo pelo qual é conhecido do grande público o Programa Nacional de Diagnóstico Precoce;
  • É a primeira “análise” que todos os bebés fazem após o seu nascimento;
  • Tem como finalidade diagnosticar 24 doenças metabólicas e o hipotiroidismo congénito;
  • Todas estas doenças têm em comum o facto de serem graves e não darem muitos sintomas nas primeiras semanas de vida;
  • Se não for feito o seu diagnóstico precoce e se o seu tratamento não for iniciado rapidamente, poderão causar graves consequências como atraso mental, problemas neurológicos, alterações do fígado e mesmo situações de coma;
  • O Diagnóstico Precoce deve ser realizado entre o 3ª e 6º dia de vida, no Centro de Saúde.

Consultas de rotina

 

Nas consultas de rotina:

  • O médico examina o bebé e avalia o seu estado de saúde;
  • Deteta e trata precocemente doenças que ele possa ter;
  • Avalia o peso, o comprimento, o perímetro cefálico e regista-os no Boletim de Saúde Infantil;
  • Verifica se está a crescer e a desenvolver-se normalmente;
  • Receita vitaminas e outros medicamentos que o bebé possa necessitar;
  • Dá conselhos aos pais sobre como resolver os problemas habituais dos bebés, sobre alimentação infantil, prevenção de acidentes, proteção solar, administração de medicamentos, etc.;
  • É por tudo isto que as consultas de rotina são indispensáveis;
  • A 1ª consulta de rotina deverá ser feita por volta dos 15 dias de vida.

Vacinação

 

  • As vacinas têm como finalidade conferir proteção contra infeções, que podem ser graves ou, mesmo, mortais;
  • O Programa Nacional de Vacinação inclui vacinas contra 12 doenças, nomeadamente o tétano, a tosse convulsa, a difteria, o sarampo, a papeira, a rubéola, a hepatite B;
  • A maioria das doses de vacinas é administrada durante o 1º ano de vida;
  • A 1ª vacina é administrada na Maternidade e confere proteção contra a Hepatite B; todas as outras, irão ser administradas no Centro de Saúde;
  • A próxima vacina do bebé será administrada aos 2 meses de vida.

Nariz entupido

 

  • O bebé precisa de respirar bem pelo nariz para conseguir mamar sem dificuldade e dormir bem;
  • Quando o nariz tem secreções, o bebé não as consegue expulsar e tem dificuldade em respirar;
  • Nestas situações, devem-se introduzir algumas gotas de soro fisiológico nas narinas e depois retirar-se as secreções com a ajuda de um aspirador nasal;
  • A limpeza das narinas com soro fisiológico deve ser feita diariamente.

Bolçar e engasgar

 

É normal os bebés bolçarem depois das mamadas e também é costume engasgarem-se enquanto mamam. Quando o bebé se engasga, em geral, é suficiente deitá-lo de lado e esperar que ele fique bem.

Engasgar

 

Se o bebé se engasgar muito e começar a apresentar sinais de dificuldade em respirar deve começar a fazer-se, de imediato, as Manobras de Desengasgamento:

  1. Colocar o bebé de bruços sobre um dos antebraços, com a cabeça mais baixa que o corpo;
  2. Segurar-lhe, com firmeza, o queixo entre polegar e indicador e, com outro dedo, manter-lhe a boca aberta;
  3. Dar 5 pancadinhas nas costas do bebé, entre as omoplatas, com o “calcanhar” da mão.
    Quando o bebé desengasgar e recuperar a respiração, vai começar a chorar e poderá sair algum líquido pela boca ou pelo nariz.

Choro do bebé

 

O choro é a forma que o bebé mais vezes usa para chamar a atenção e para interagir com os pais nas primeiras semanas de vida.

Os bebés costumam chorar mais durante os primeiros 3 meses, do em qualquer outra fase da sua vida e podendo chorar durante 2 horas num mesmo dia.

Os bebés choram por diferentes motivos: ou porque querem mimos, ou porque têm fome, ou porque sentem frio, por terem a fralda molhada, etc., etc.

Quando o bebé chorar, deve tentar interromper essa “crise” de choro da seguinte forma:

  • Pegar-lhe ao colo;
  • Embalá-lo suavemente, a um ritmo constante;
  • Meter-lhe a chupeta;
  • Cantar-lhe baixinho ao ouvido ou sopre-lhe suavemente no rosto.
  • Pensar nas possíveis razões para o choro do bebé.

 

As razões mais comuns do choro do bebé

 

  • Se enquanto chora, lhe parecer que o bebé está agitado, com a barriga a fazer ruídos, é provável que tenha fome. Experimente dar-lhe de mamar para ver se ele sossega;
  • Há bebés que choram sempre que sentem a fralda suja e não param enquanto não forem mudados. Se depois de confirmar que ele não quer mamar, verifique se tem a fralda suja, a precisar de ser mudada;
  • Outros bebés gostam de estar embrulhados e agasalhados e choram se não se sentirem quentinhos. Se lhe parecer que está pouco agasalhado, experimente embrulhá-lo num cobertor ou vista-lhe mais alguma roupa;
  • Se durante o dia o bebé teve muitas visitas, muitos colinhos ou muito ruído à sua volta, é provável que esteja fatigado e chore por esse motivo. Experimente levá-lo para um quarto silencioso, com pouca luz, sem pessoas a fazer barulho, onde possa sossegar;
  • Se depois todas as tentativas, o bebé continua a chorar, o melhor é dar-lhe um banho de água morna. Na água, deite-lhe algumas gotas de óleo relaxante. Durante o banho faça-lhe umas massagens suaves, que de certeza o deixarão mais relaxado e mais sossegado.

O funcionamento dos intestinos dos bebés é muito diferente de todas as outras pessoas.

E isto é devido quer à imaturidade dos seus intestinos, quer ao tipo de alimentação, ou seja, apenas leite.

Os bebés que mamam ao peito costumam fazer várias dejecções de fezes por dia; os que são alimentados com leites artificiais, normalmente fazem apenas 1 ou 2 dejeções por dia.

A mãe, o bebé e as primeiras semanas

Fezes normais

A cor das fezes é muito variável, podendo ser amarelas, castanhas ou esverdeadas, ao longo do mesmo dia.

A mãe, o bebé e as primeiras semanas A mãe, o bebé e as primeiras semanas

A consistência das fezes é também muito variável, podendo ser semi-líquidas, semelhantes a uma gemada, que é mais comum nos bebés que mamam ao peito; ou de consistência pastosa, moldadas com grumos, mais frequentes nos bebés alimentados com leite artificial.

Por vezes a fezes tornam-se duras, em pequena quantidade e o bebé tem dificuldade em fazer cocó, evacuando apenas 1 x por dia ou dia sim, dia não.

Nestes casos, quando o bebé não consegue fazer cocó com facilidade ou as fezes são duras, deve:

  • Colocá-lo o deitado de costas, fazer-lhe massagens na barriga;
  • Fazer movimentos de flexão e extensão das pernas sobre o abdómen, para estimular a saída das fezes;
  • Se as manobras anteriores não surtirem efeito, estimular a abertura do ânus com a ponta de um cotonete ou de um termómetro, humedecida com óleo de amêndoas doces;
  • Se continuar a não ter dejeção e se já não evacuar há mais de 24 horas, então deve administrar-lhe um microclister para bebés.

 

Febre no bebé

 

Qual é a temperatura normal dos bebés?

A temperatura normal dos bebés oscila, ao longo do dia, na casa do 37ºC.

Quando é que existe febre?

Existe febre quando a temperatura rectal é superior a 38ºC. A melhor forma para se saber se o bebé tem febre é avaliar a temperatura retal.

Para avaliar a temperatura retal deve:

  1. Introduzir-se cuidadosamente a ponta do termómetro, 1 a 2 cm, no rabinho do bebé;
  2. Mantê-lo nessa posição durante 2-3 minutos ou até alarmar;
  3. Verificar o valor que é apresentado.

Não é comum os bebés terem febre nas primeiras semanas de vida, mas quando a temperatura sobe e ultrapassa os 38ºC convém verificar:

  • Se não estará excessivamente agasalhado;
  • Se, por acaso, se encontra num ambiente muito quente.

A febre não dói, mas costuma causar algum desconforto – por isso é conveniente tentar baixar a temperatura do bebé com medidas de arrefecimento natural, que são:

  1. Manter uma temperatura ambiente fresca, à volta de 20ºC, e o bebé com pouca roupa (apenas a suficiente para não ter frio);
  2. Colocar compressas de água morna na testa, pescoço, virilhas ou dar um banho com água morna (a 36ºC), durante uns 5 a 10 minutos;
  3. Oferecer líquidos pouco mornos ou frios (água ou leite), para o bebé ficar mais hidratado e a temperatura descer mais depressa.

Se as medidas anteriores não foram suficientes para baixar a temperatura deve dar-se um medicamento antipirético, por exemplo o paracetamol, em xarope ou supositório.

Se mesmo assim a febre persistir, então o que deve fazer é telefonar para o médico assistente ou para o SNS 24 – 808 24 24 24, disponível durante 24 horas por dia, e pedir conselhos sobre o que mais poderá ainda fazer ao bebé ou onde poderá levá-lo para ser consultado.

Mãe e Bebé

 

Comece desde as primeiras semanas a tornar as rotinas diárias em momentos agradáveis para si e para o seu bebé.

A higiene diária deve ser um momento agradável e relaxante para o bebé. As massagens shantala proporcionam bem-estar e contribuem para reforçar o vínculo afetivo do bebé com a mãe.

Nas primeiras semanas o leite materno é a alimentação ideal para o bebé. Se tiver de lhe dar um leite artificial, cumpra sempre as regras de preparação destes leites (1 colher de medida de leite em pó para cada 30 ml de água) e os cuidados de esterilização de biberões e tetinas.

A segurança do bebé deve ser um cuidado constante dos pais e começa logo pelas características do berço e pela posição em que o bebé é colocado para dormir, pelas chupetas que utiliza e pelo uso de cadeirinha nas viagens de automóvel.

As consultas de rotina são indispensáveis para a vigilância do estado de saúde e do crescimento/desenvolvimento do bebé. Siga sempre os conselhos que o médico lhe der.

As vacinas que o bebé vai tomar protegê-lo-ão contra 12 doenças graves, que poderiam ser fatais.

Em caso de doença (febre ou outros sintoma) tente manter a calma e, em caso de dúvida, telefone ao seu médico assistente ou para a linha SNS 24 (808 24 24 24) e siga os conselhos que lhe forem dados.

Desfrute ao máximo os momentos únicos e inesquecíveis que o seu bebé lhe proporcionar e sejam muito felizes!

Mãe e Bebé: O que levar para a maternidade

 

O puerpério é o período pós-parto em que há a regressão das alterações físicas e psíquicas que ocorreram durante a gravidez. É normal sentir cansaço, irritabilidade e privação do sono. Aproveite para descansar quando o bebé está a dormir.

Lóquios: corrimento libertado pelo útero após o parto durante 4 a 6 semanas.

Perdas de urina: são comuns durante três meses após o parto. Para minimizar estas perdas, deve fazer os exercícios Kegel (contrair e descontrair os músculos do períneo).

A episiorrafia (corte no períneo) deve ser mantida o mais impa e seca possível. Aplicar gelo devidamente protegido durante alguns minutos, várias vezes ao dia.

A ferida cirúrgica abdominal está coberta com penso impermeável, o que permite a sua higiene corporal diária. Antes de retirar os pontos/agrafos evite esforços; depois de os retirar, deve manter a ferida limpa e seca e massajar com creme cicatrizante.

Enquanto amamentar deve usar um soutien adequado e manter mamilos secos; no fim das mamadas, colocar colostro/leite nos mamilos no final das mamadas e deixar secar; se necessário, utilizar arejadores de mamilos; é normal sentir dores abdominais (por contrações uterinas) durante as mamadas.

Sinais de alarme durante o puerpério

Deve consultar o médico em caso de febre, aumento da hemorragia vaginal, corrimento vaginal com cheiro fétido, desconforto ao urinar, dor intensa nas mamas, na episiorrafia ou na ferida cirúrgica abdominal; penso da ferida sujo; início súbito de dor e inchaço nas pernas ou falta de ar.

A consulta de revisão do puerpério deve ser feita 4 a 6 semanas após o parto.

Roda dos Alimentos, Alimentação Inteligente - DGS

Alimentação no pós-parto

Tal como na gravidez, também a fase da amamentação deixa as mulheres recetivas a melhorar hábitos alimentares. Parece assim uma excelente janela de oportunidade para promover práticas alimentares saudáveis e saborosas, em vez de perpetuar mitos que, levados ao extremo, podem induzir desvios alimentares e limitar as mães no prazer de comer.

Na fase após o parto e durante a amamentação não é necessária uma série de adaptações na alimentação da mãe. A recomendação é que a mãe siga uma alimentação saudável, variada e equilibrada baseada na Roda dos Alimentos.

Assim, deve ter em conta as seguintes Regras de Alimentação Saudável:

  • Coma calmamente e mastigue bem os alimentos;
  • Faça uma alimentação variada com base na Roda dos Alimentos;
  • Não fique mais de 3 horas e 30 minutos sem comer, faça pelo menos 5 refeições diárias: pequeno-almoço, meio da manhã, almoço, meio da tarde e jantar;
  • Faça sempre o pequeno-almoço, pode optar por leite ou iogurte, pão ou cereais tipo flocos de milho e uma peça de fruta;
  • Inicie as refeições principais com um prato de sopa rico em legumes e hortaliças, ajuda a controlar a quantidade de comida no prato, e é muito rica em vitaminas, minerais, fibras e água;
  • Lembre-se de acompanhar o prato principal com saladas variadas ou legumes;
  • Coma 3 a 5 peças de fruta, ao longo do dia;
  • Limite o consumo de carnes gordas, coma mais vezes carnes magras (frango, peru, coelho, carne de porco fresca – apenas lombo ou fêvera) e peixe;
  • Reduza o consumo de produtos açucarados (bolos, bolachas, chocolate, gelados e outras guloseimas) e salgados (empadas, rissóis, croquetes, etc.), guarde-os para dias festivos, este tipo de alimentos são muito calóricos e pobres nutricionalmente, e contribuem para o aumento de peso e desenvolvimento de várias doenças;
  • Reduza o consumo de refrigerantes e beba muita água ao longo do dia;
  • Faça exercício físico diariamente, pelo menos 30 minutos seguidos;
  • Analise os rótulos, opte por aqueles que tem menor quantidade de gordura saturada, açúcar e sal.

Pés Bebé

 

O período do pós-parto é uma fase de grande instabilidade emocional e, por isso, de risco psicológico.

Nas primeiras semanas, é possível que sinta o baby blues, fase comum a várias recentes mamãs, e que pode ser definida como um estado depressivo leve, caracterizado por ansiedade, irritabilidade, sentimentos de incapacidade, fadiga e choro frequente. Normalmente desaparece em 2 ou 3 semanas.

Caso os seus sintomas tenham maior duração e severidade, deverá recorrer à ajuda profissional, pois a depressão pós-parto e outras perturbações são uma possibilidade.

A amamentação é uma parte importante para o estabelecimento do vínculo afetivo, mas não pode nunca ser entendida como obrigação. Para um bebé, é mais benéfico ter a mãe a dar-lhe um biberão descontraidamente, mantendo-se disponível para olhar e falar com ele, do que estar absorvida por uma situação de grande tensão e ansiedade.

Depois do pós-parto são visíveis as mudanças no corpo da mulher, sendo natural que se sinta receosa e menos confiante de voltar a estar intimamente com o parceiro. É importante estar preparada para as modificações na sexualidade, que são passageiras e superáveis, sendo a comunicação o aspeto mais importante neste processo. Deverá existir à vontade para discutirem sem medos o que se sentem ou não preparados e confortáveis a fazer.

 

Gerir Visitas

 

  • Se puder, negoceie o horário e o número de visitas (caso não consiga, pode sempre inventar uma mentira pequenina).
  • Em casa é possível distanciar um pouco o bebé dos estímulos extra que advém das visitas! Pode colocá-lo a dormir noutra divisão enquanto conversa com as visitas, permitindo que a criança descanse de modo tranquilo e não grite desmesuradamente durante a noite.
  • Algumas visitas vão querer ajudar no verdadeiro sentido da palavra, ou seja, se tiver muita confiança com as visitas e se elas lhe perguntarem se necessita de ajuda (por exemplo, fazer um jantar com ajuda ou arrumar a casa ou a roupa pode ser algo que pode pedir às visitas mais chegadas), não hesite!
  • Mas cabe, também, a si saber aceitar ajuda quando as pessoas querem dar-lha. aceite, cuide do seu bebé e de si.

Para um melhor bem-estar psicológico não exija demasiado de si, partilhe o que sente e pensa das suas experiências da maternidade, permita um tempo para cuidar de si própria, aceite ajuda e, acima de tudo, dê tempo a si e ao seu bebé para se conhecerem.