Mais Saúde

A mãe, o bebé e as primeiras semanasA informação aqui publicada faz parte do projeto “A Mãe e o Bebé – As Primeiras Semanas”, um projeto comum dos Serviços de Pediatra, Obstetrícia e Ginecologia, Nutrição e da Unidade de Psicologia e que tem como destinatárias as grávidas que tencionam ter os seus bebés no CHTS.

Nas últimas semanas da gravidez, as futuras mães são convidadas a participar nestas sessões de esclarecimento, que são realizadas uma vez por mês no auditório do Hospital Padre Américo.

O objetivo principal das sessões é transmitir informações práticas de caráter preventivo sobre os cuidados de saúde que as ma~es devem ter consigo após o parto e sobre os cuidados que devem prestar aos seus bebés durante as primeiras semanas de vida.

O segundo objetivo é prestar esclarecimentos sobre as dúvidas que as futuras mães possam ter acerca destes temas.

Dra. Rita Veiga Ferraz, Unidade de Doenças Infecciosas

Dra. Rita Veiga Ferraz, Unidade de Doenças Infecciosas

A gripe é uma doença respiratória causada pelo vírus Influenza e transmite-se através de gotículas emitidas pelas pessoas infetadas enquanto estas falam, tossem ou espirram.

Os sintomas da gripe são conhecidos por todos: mal-estar geral, febre, dores musculares e de garganta, tosse, corrimento nasal, congestão ocular, dores de cabeça, cansaço.

Pode ser, por alguns, considerada uma doença sem importância, e é frequentemente indistinguível de outras infeções víricas também comuns, mas existem determinadas situações em que o risco de desenvolver complicações é maior e até indivíduos saudáveis podem ter um desfecho negativo.

Essas complicações podem ser a pneumonia, otite, sinusite, descompensação de patologia cardíaca ou respiratória pré-existente e até a morte.

Aqueles que apresentam maior risco de sofrerem essas complicações são: pessoas nos extremos de idade, inferior a cinco e superior a 65 anos, as grávidas, e as que sofrem de patologias crónicas.

A doença grave, a evolução desfavorável e a hospitalização podem ser prevenidas através da vacinação anual. Esta está indicada para indivíduos com idade superior a 6 meses e deve ser administrada antes do início da epidemia da gripe. Após a sua administração, são necessárias cerca de duas semanas para que se produzam anticorpos contra o vírus em quantidade suficiente para conferir proteção à infeção.

Outras medidas preventivas consistem em evitar o contacto próximo com pessoas doentes, sendo fundamental a lavagem frequente das mãos.

Se tiver sintomas sugestivos de gripe, fique em casa e evite contacto com outras pessoas, a não ser que apresente sinais de alerta que devam motivar avaliação por um médico, nomeadamente, dificuldade em respirar, dor no peito, vómitos muito frequentes, tonturas, melhoria inicial com surgimento novamente de febre e agravamento dos sintomas.

Vacine- se e proteja- se! E não, a vacina não causa gripe. A vacina serve exatamente para a prevenir!

Tiago Meirinhos, reumatologista

Tiago Meirinhos, reumatologista

Osteoporose, a doença silenciosa

A osteoporose é uma doença caracterizada pela diminuição da densidade mineral do osso, tornando-o mais fraco e suscetível às fraturas que ocorrem tipicamente na anca, coluna vertebral ou punho. Habitualmente não pensamos nesta doença até nos “cair” nas mãos, com fraturas em nós ou nos nossos familiares.

A maioria das fraturas ocorre em pequenos acidentes domésticos. Assim, é essencial a adoção de medidas preventivas de forma a minimizar este risco: a iluminação em casa deverá ser adequada e de fácil acesso, para evitar por exemplo as quedas nas idas à casa de banho durante a noite; as banheiras deverão ser substituídas por polibãs e o uso de carpetes deverá ser limitado, uma vez que tornam o piso escorregadio e aumentam as quedas.

Para um osso forte é necessária uma alimentação saudável com ingestão apropriada de cálcio, e ter níveis adequados de vitamina D; também a medicação e as doenças crónicas podem influenciar a densidade do osso. É também essencial a prática regular de exercício físico em qualquer idade, já que este fortalece o osso, e aumenta a força muscular e o equilíbrio, diminuindo o risco de quedas.

Não se esqueça, pense nos seus ossos antes que seja tarde de mais!

Texto originalmente publicado no Jornal Imediato a 16 de agosto de 2019

No Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), o Curso Preparação destina-se às grávidas/casais a partir das 32 semanas de gestação.A gravidez é um dos momentos mais importantes na vida de um casal, repleto de alegrias e ansiedades, mas também de medos e muitas dúvidas, pelo que a preparação para o parto é muito importante.

 

No Centro Hospitalar do Tâmega e Sousa (CHTS), o Curso de Preparação destina-se às grávidas/casais a partir das 32 semanas de gestação. É constituído por uma equipa de profissionais de saúde: Médico Obstetra, Enfermeiros Especialistas do Bloco de Partos, Nutricionista e Psicóloga.

As grávidas têm acesso ao curso, através de referenciação dos Cuidados de Saúde Primários, de Instituições Privadas, da Consulta Externa de Obstetrícia e do Diagnóstico Pré-natal.

O Curso engloba 6 sessões teórico-práticas, uma sessão de nutrição e uma sessão de psicologia. Decorre, no Hospital Padre Américo, aos sábados, em 2 grupos, 8h30 e 11h com a duração de duas horas. Às quintas-feiras, é das 17h30 às 19h30.

Tem como objetivos a promoção da educação para a saúde da grávida, feto/recém-nascido e família; capacitar os futuros pais durante a gravidez para a aquisição de conhecimentos e competências que os ajudem a prepararem-se para o nascimento e parentalidade; ensinar e desenvolver estratégias para a gestão da dor de trabalho de parto e parto, e promover a empatia com a equipa.

É efectuada uma visita à maternidade, desde a admissão da grávida no Serviço de Urgência, Bloco de Partos e internamento de Obstetrícia. Pretende-se familiarizar os casais com o local que selecionaram para o nascimento dos seus filhos.

O curso capacita a mulher/casal para a tomada de decisão informada e responsável proporcionando a possibilidade de expor as suas dúvidas, preocupações, expectativas e partilha de vivências.

Autoras: Manuela Garcês, Fátima Almeida, Filomena Pinto –  Enfermeiras Especialistas de Saúde Materna e Obstétrica do Bloco de Partos

Poderá interessar-lhe:

Obstetrícia: o que levar para o hospital no dia do parto?

A mãe, o bebé e as primeiras semanas

Crescer com Afetos – Projeto de apoio à parentalidade da Unidade de Neonatologia do CHTS