Exames de Saúde

A realização dos exames levantam dúvidas. Esclareça algumas das suas questões aqui.

Quando for fazer o seu exame, saiba que cuidados deve ter.


Adultos – Bexiga cheia (beber 1 litro de água 1hora antes do exame)

Crianças – Não urinar (se possível)

  • Jejum de mais ou menos 6 horas
  • Hemograma e Protrombibinémia recentes (sem alterações)
  • Tomar o antibiótico prescrito conforme indicações médicas

Ter estudo de coagulação recente.

Este exame não necessita de preparação prévia, mas é necessário trazer todos os exames que possuir (mamografia / ecografias mamárias).

A medida da densidade do osso pode ser feita por um aparelho especial que utiliza Raios X para medir a densidade mineral óssea e comparada com padrões para idade e sexo.

Os objetivos do exame são:

  • Avaliar o grau de osteoporose
  • Indicar a probabilidade de fratura
  • Possibilitar a obtenção da curva de perda óssea através do tempo (quando a avaliação é feita periodicamente)
  • Auxiliar no tratamento médico

Procedimento

Antes: O paciente não necessita de preparo especial nem de jejum.

Durante: O exame demora apenas 15 minutos e é feito nas partes mais críticas da coluna e do colo do fêmur. O paciente deve usar roupa sem nenhum acessório metálico (botões, zíper, fivelas).

Depois: Vida normal.

Preparação:

Adquirir na Farmácia uma caixa de FLEET – PHOSPHO-SODA.

É importante que não coma alimentos sólidos durante o tratamento com Fleet-Phospho-soda.

Na véspera do exame:

Pelas 7 horas tome o 1º frasco (45 ml) diluindo o seu conteúdo em meio copo de água ou sumo de ananás frio (120 ml).

Após ter bebido esta solução beba um copo de água (240 ml) ou outras bebidas transparentes. Pode beber mais se desejar.

Pelas 13 horas e ao longo da tarde, beba no mínimo 2 litros de água ou outras bebidas transparentes*. Pode beber mais se desejar.

Pelas 19 horas tome o 2º frasco (45 ml) diluindo o seu conteúdo em meio copo de água ou sumo de ananás frio (120 ml). Após ter bebido esta solução beba um copo de água (240 ml) ou outras bebidas transparentes*. Pode beber mais se desejar.

Até às 24 horas pode beber mais água sempre que sentir necessidade.

Entre as duas tomas de FLEET deve beber no mínimo 2 litros de água.

* Bebidas transparentes, pode ser além de água, chá, café, sumo de ananás ou maçã bem frios, água da sopa.

Normalmente este produto produz uma evacuação dentro de um período de meia a 6 horas. Deve beber todos os líquidos que desejar até 4 horas antes do exame.

Se já efetuou este exame ou se possuir radiografias do intestino, deve trazê-las.

O sucesso do exame depende da qualidade da preparação que efetuou.

  • Pelo menos jejum de 6horas.
  • Não podem realizar-se exames de TAC em doentes em no tubo digestivo exista sulfato de bário de estudos radiológicos anteriores.
  • Deve trazer todos os exames já efetuados, sendo particularmente importante os recentes principalmente os de TAC.
  • A roupa envergada não deve conter peças metálicas (botões, molas, fechos, etc.).

Preparação:

Adquirir na Farmácia uma caixa de FLEET – PHOSPHO-SODA.

É importante que não coma alimentos sólidos durante o tratamento com Fleet-Phospho-soda.

Na véspera do exame:

Pelas 7 horas tome o 1º frasco (45 ml) diluindo o seu conteúdo em meio copo de água ou sumo de ananás frio (120 ml).

Após ter bebido esta solução beba um copo de água (240 ml) ou outras bebidas transparentes. Pode beber mais se desejar.

Pelas 13 horas e ao longo da tarde, beba no mínimo 2 litros de água ou outras bebidas transparentes*. Pode beber mais se desejar.

Pelas 19 horas tome o 2º frasco (45 ml) diluindo o seu conteúdo em meio copo de água ou sumo de ananás frio (120 ml). Após ter bebido esta solução beba um copo de água (240 ml) ou outras bebidas transparentes*. Pode beber mais se desejar.

Até às 24 horas pode beber mais água sempre que sentir necessidade.

Entre as duas tomas de FLEET deve beber no mínimo 2 litros de água.

* Bebidas transparentes, pode ser além de água, chá, café, sumo de ananás ou maçã bem frios, água da sopa.

Quando se fala em fazer exames, no Hospital, de que se está a falar?


  • Tórax
  • Esqueleto
  • Abdómen
  • Densitometria óssea
  • Clister opaco (simples e com duplo contraste)
  • Trânsito Gastroduodenal
  • Trânsito intestinal
  • Enteróclise
  • Urografia
  • Cistografia
  • Uretrocistografia
  • Outros exames especiais
  • Citologias e biópsias ecoguiadas
  • Drenagens de abcessos
  • Nefrostomias
  • Abdominal
  • Pélvica
  • Tecidos moles
  • Prostática
  • Renal
  • Endocavitária
  • Mamária
  • Doppler
  • Simples
  • Biópsia estereotáxicas da mama
  • Galactografia
  • Quistografia
  • Corpo
  • Crânio
  • Coluna
  • Músculo-esquelética

O que é a mamografia?

É um exame específico para estudo da mama que usa baixa dose de raios X. As imagens da mama podem ser observadas em filme ou numa estação de trabalho para mamografia digital.

A mamografia é um exame muito importante no diagnóstico precoce do cancro da mama. O sucesso do tratamento depende em grande parte do diagnóstico precoce.

Algumas indicações da mamografia

A mamografia é usada no diagnóstico de patologia da mama (por exemplo uma tumefação da mama notada pela doente ou pelo médico).

É o exame mais adequado para o rastreio de cancro da mama, podendo detetar a doença antes de surgir qualquer queixa ou alteração ao exame clínico.

Muitas vezes as imagens iniciais da mamografia não são suficientes para afirmar com segurança uma lesão benigna ou maligna. Daí que haja muitas vezes necessidade de realizar incidências complementares na mamografia ou de realizar outros exames complementares como a ecografia e, por vezes, a ressonância magnética.

É necessária preparação para a mamografia?

Não é necessária preparação especial para realizar mamografia, contudo há alguns pontos importantes a ter em conta:

  • Se ainda é menstruada e particularmente se sentir grande tensão mamária nos períodos menstruais, não faça a mamografia nesta fase mais dolorosa. Não interfere com o diagnóstico, mas a compressão da mama, necessária para o exame, torna-se mais dolorosa. Escolha de preferência fazer a mamografia na semana seguinte ao período menstrual.
  • Antes de fazer a mamografia avise a técnica se houver alguma possibilidade de estar grávida.
  • Fale ao médico de qualquer alteração que tenha notado na sua mama. Informe também o médico de cirurgias anteriores, utilização de hormonas ou de história familiar ou pessoal de cancro da mama.
  • Antes de fazer o exame é-lhe solicitado que se dispa da cintura para cima e dada uma bata que abre à frente.

É recomendável que:

  • Não use desodorizantes, pó de talco ou loção debaixo dos braços ou na mama no dia do exame. Estes podem aparecer no exame de raios X simulando pequenas calcificações.
  • Descreva qualquer queixa à técnica que lhe faz exame para ter a certeza que essa zona é radiografada.
  • Sempre que possível leve as mamografias anteriores de modo que o radiologista possa compará-las com os exames atuais.

Não se esqueça de levantar os exames ou saber quando estão disponíveis no seu médico. Não assuma que o exame é normal se não o ouvir da boca do médico.

Como é o equipamento da mamografia?

O equipamento de mamografia é usado exclusivamente para o exame radiológico da mama. Permite que só a mama seja comprimida.

O mamógrafo possui um braço em C com a ampola que gera raios X numa extremidade e a cassete para obter a imagem no outro extremo. Este braço roda de modo a permitir obter imagens da mama em diferentes posições, com o mínimo desconforto para a doente.

Como funciona a mamografia?

A mama é exposta a uma dose baixa de raios X para produzir imagem da estrutura interna da mama. O resultado da imagem é consequência de algumas estruturas da mama absorverem mais raios X do que outras.

Os filmes expostos são revelados numa máquina de revelar ou no caso da mamografia digital, são digitalizados para observação e arquivo no computador.

Como é feita a mamografia?

A mamografia é realizada por técnicos especialmente treinados para realização deste exame. A mama é colocada numa plataforma e comprimida com um “prato” compressor, de material plástico. A compressão é necessária para que a mama fique com espessura mais uniforme e melhore a qualidade da imagem. Ao reduzir a espessura global da mama permite usar menor dose de radiação e reduz a radiação difusa melhorando a definição da imagem. Também é graças à compressão que algumas estruturas deslizam e permitem que pequenos detalhes passem a ser visíveis. Para além destes benefícios é a compressão que consegue manter a mama imobilizada impedindo assim que a imagem final perca a nitidez, o que aconteceria inevitavelmente se houvesse movimento.

Durante a compressão da mama a utente sente pressão e é natural que algumas pessoas mais sensíveis sintam desconforto, deverão avisar a técnica para tentar uma compressão mais gradual.

Durante a exposição da mama com raios X a técnica estará atrás de um vidro com chumbo e imediatamente depois da exposição a compressão é automaticamente aliviada pelo próprio equipamento.

No exame de rotina fará 2 incidências de cada mama para o que terá de mudar ligeiramente a posição de acordo com a explicação da técnica.

Não deve abandonar o serviço até a avisarem de que o exame está terminado.

Quem interpreta o exame e tem acesso ao resultado?

Um médico radiologista analisa as imagens, faz observação clínica da mama, descreve qualquer anomalia, se necessário efetua incidências complementares e faz ou aconselha outros exames considerados úteis, particularmente a ecografia, que está disponível na sala onde os doentes são observados.

De seguida o relatório segue para o médico que lhe solicitou o exame.

Riscos da mamografia

A dose de radiação de uma mamografia é de cerca de 0.7 mSv, que corresponde à radiação natural recebida durante 3 meses. A mulher deverá avisar a técnica se suspeita estar grávida.

Punções dirigidas

Há mamografias e ecografias mamárias consideradas duvidosas ou até positivas que obrigam a procedimentos adicionais como a citologia ou mesmo biópsia e que após estes estudos se verifica não corresponderem a cancro.

Desta forma, o médico poderá ter necessidade, para melhor esclarecimento, de realizar uma punção com agulha fina de uma lesão mamária. É uma técnica feita com anestesia local e sem grandes riscos para a paciente que permite orientar melhor o diagnóstico e o eventual tratamento.

Limitações da mamografia

Infelizmente, em raras situações, há alguns tumores que podem não ser detetados por mamografia. Alguns tipos de mamas podem dificultar a leitura da mamografia, assim como algumas cicatrizes, daí que a comparação com exames anteriores pode ser de grande importância.

As próteses mamárias também podem impedir adequada leitura da mamografia uma vez que elas são “opacas” aos raios X e impedem a visualização dos tecidos atrás e à frente delas, sobretudo quando as próteses estão colocadas à frente do músculo peitoral.

O que é um exame de ressonância magnética?

A Ressonância Magnética (RM) é um método de diagnóstico que usa um campo magnético e ondas de radiofrequência que permitem a visualização dos órgãos internos do corpo humano. Durante o exame de RM o doente é exposto a três diferentes campos magnéticos: um campo estático, os campos produzidos pelos gradientes e os campos de radiofrequência pulsados.

As imagens obtidas possibilitam a deteção ou exclusão de diferentes patologias e a eventual caracterização das lesões visualizadas.

É um exame não invasivo, não doloroso e sem utilização das radiações X. A partir do momento em que foi aplicada à clínica, tornou-se o melhor método de imagem para o diagnóstico de muitas doenças, em consequência da sua resolução tecidual e anatómica e capacidade multiplanar, tendo vindo rapidamente a expandir-se as aplicações da RM.

Cérebro e coluna vertebral:

A RM é habitualmente mais frequentemente aplicada no estudo do cérebro (tumores, doenças degenerativas) e na coluna vertebral (hérnias).

Sistema músculo-esquelético:

A RM tem um papel muito importante na avaliação do aparelho locomotor, no estudo das diferentes articulações, sendo largamente utilizada no diagnóstico das lesões desportivas e nas artrites. Tem ainda indicação no diagnóstico de lesões expansivas ósseas e dos tecidos moles, como nos casos de processos infeciosos e tumores, sendo fundamental para o estadiamento destes últimos.

Abdómen e Pélvis:

A RM tem mostrado um papel fundamental na caracterização das lesões nodulares hepáticas, tendo aplicações no diagnóstico diferencial de certas lesões do pâncreas, baço, rins e suprarrenais. Na escavação pélvica, para além da caracterização de algumas massas tumorais dos ovários e útero, mostra muito bons resultados no estadiamento dos tumores uterinos (colo e endométrio) e do reto.

Tórax, coração, estruturas vasculares e mama:

No tórax a RM tem esporadicamente indicação no estudo de tumores do mediastino, no estadiamento de alguns tumores pulmonares.

Mostra-se cada vez mais importante no estudo do coração, na avaliação da função cardíaca, da estrutura dos músculos e válvulas cardíacas e determinação da extensão de lesões isquémicas.

Atualmente é possível a realização de angiografias (habitualmente com contraste, mas não necessariamente) para estudar as artérias de todo o corpo, com possibilidade de deteção de estenoses, oclusão, aneurismas e outras lesões, sem os riscos da angiografia tradicional que é uma técnica invasiva, que implica radiação ionizante e utilização de contraste iodado, com possibilidade de reações alérgicas e com limitações nos doentes com insuficiência renal.

Na mama a RM tem indicação muito especiais a avaliar caso a caso como seja a determinação da extensão local das neoplasias, mostrando elevada sensibilidade na deteção de cancro da mama. Não substitui, contudo, a mamografia.

A RM é atualmente um método muito utilizado para avaliar roturas das próteses mamárias.

Marcação de exames

Aos pedidos de todos os exames de RM é feito uma triagem pelo médico responsável, para seleção dos casos mais urgentes, nomeadamente do foro oncológico, mas não só, tendo estes exames prioridade na marcação, relativamente aos outros exames considerados menos graves. Por outro lado, esta seleção é importante que seja feita pelo médico Radiologista ou Neurorradiologista, uma vez que esporadicamente surgem pedidos que podem ser facilmente esclarecidos por outros métodos de imagem menos dispendiosos, como seja a Ecografia e a Tomografia Computorizada, havendo mesmo situações sem qualquer indicação para estudo por RM.

Aos exames é atribuído uma hora de marcação.

Preparação para o exame de ressonância magnética

Este exame não necessita de hospitalização e após a sua realização o paciente pode voltar às suas atividades normais.

Antes do exame o doente pode comer, beber e tomar os seus medicamentos como habitualmente.

O doente deve retirar todos os seus objetos pessoais e vestir uma bata ou fato adequado antes da realização do exame. Não pode levar para a sala objetos metálicos, cartões de crédito ou relógio.

Devido ao forte campo magnético utilizado, os implantes ou objetos ferromagnéticos presentes no corpo, podem ser um risco para o doente, dependendo da eventual mobilização ou deslocamento condicionados pela força de atracão do magneto, ou simplesmente provocar a distorção das imagens, impossibilitando um diagnóstico correto.

Por outro lado, determinados implantes ativados podem ser danificados pelo campo magnético, pelo que se torna necessário efetuar um interrogatório ao doente (pelo médico assistente e pela equipa que trabalha no Sector de RM).

Algumas situações podem impedir a realização deste exame, como é o caso de:

  • Pacemaker ou desfibrilhadores cardíacos internos
  • Implantes cocleares
  • Neuroestimuladores
  • Aneurismas intracranianos operados (dependendo do material utilizado)
  • Corpos metálicos intra-oculares

As próteses metálicas não são uma contraindicação, aconselhando-se, contudo, a realização da RM decorridos 2 a 4 meses após a sua colocação, para estabilização.

Uma vez que a informação dos possíveis efeitos adversos da RM no feto são ainda limitados, o exame é geralmente evitado nos primeiros 3 meses de gravidez, por precaução.

A claustrofobia pode impossibilitar a realização do exame, sendo por vezes necessário sedação ou mesmo anestesia geral. Estas situações dependem do tipo de lesões a estudar e devem somente ser utilizados quando os outros meios de diagnóstico não permitem o esclarecimento.

O exame de ressonância magnética

O doente, na sala de espera, tem acesso a informação sobre o exame de RM, escrita numa linguagem acessível.

A sala de RM está ocupada por um magnete cilíndrico, como um túnel, com uma mesa que desliza para o seu centro.

Um técnico, ou um médico dependendo da situação, posicionará o doente na mesa, consoante o exame a efetuar, explicando-lhe o necessário para uma colaboração perfeita pela parte do doente, nomeadamente quanto à imobilização importante nestes exames e ao tipo de respiração pretendida (frequentemente uma respiração tranquila, mas por vezes em apneia).

O exame pode durar entre 15 a 60 minutos, dependendo da parte do corpo a ser estudada.

O doente é observado pelo técnico durante a realização do exame, havendo sempre a possibilidade de comunicação por um intercomunicador e a interrupção do exame a pedido do doente.

Quando o aparelho está a trabalhar, ouvir-se-á muito ruído produzido pelos gradientes, o que é normal, utilizando-se para proteção habitualmente tampões ou auscultadores auriculares, com possibilidade de ouvir música. O som do aparelho surge quando se está a obter as imagens que são transferidas para um écran, semelhante a uma televisão. Enquanto decorre o exame, as imagens são analisadas por um médico especialista, decidindo se são suficientes para a obtenção de um diagnóstico.

Por vezes há necessidade de administrar contraste, que é injetado numa veia do braço, sendo os casos de reações alérgicas muito raros. O contraste vai permitir uma melhor visualização dos tecidos, deteção e caracterização das lesões.

Resultados dos exames

No fim do exame o médico analisa as imagens, faz um relatório acerca dos achados e das suas conclusões. Este relatório será enviado ao Serviço que requisitou o exame.

Em certas situações, quando o doente o deseja, é dado uma informação oral do diagnóstico provável. Contudo, torna-se por vezes difícil dar um diagnóstico seguro imediato, devido ao grande número de imagens obtidas que têm de ser analisadas conjugando com outros exames complementares de diagnóstico e por vezes com exames anteriores de RM, para efeitos comparativos.

O que é a ecografia mamária?

A ecografia mamária é um exame de ecografia destinado ao estudo da mama. É um ótimo exame para estudo das glândulas mamárias quer, em algumas situações, como exame diagnóstico de primeira linha, quer como complemento de outros exames, em particular da mamografia.

Algumas indicações da ecografia mamária

Em algumas situações a ecografia é o exame de primeira linha no estudo da mama. É o caso das mulheres jovens e das grávidas.

É de grande importância como complemento da mamografia, especialmente em mamas de elevada densidade radiológica ou para ajudar a esclarecer algumas alterações observadas na mamografia.

Muitas vezes deteta pequenas lesões (até mesmo cancros), antes de serem detetados clinicamente ou por vezes até ocultos na mamografia.

É necessária preparação para a ecografia mamária?

Para realizar ecografia mamária não é necessária qualquer preparação.
Quando for fazer o exame é-lhe dada uma bata que deverá vestir, aberta para a frente, depois de se despir da cintura para cima.

Sempre que fizer qualquer exame à mama e particularmente a ecografia mamária, deverá trazer os exames mamários anteriormente efetuados quer se trate de ecografias quer mamografias.

Como é o equipamento da ecografia mamária e como funciona?

O aparelho de ecografia mamário é idêntico ao utilizado para as restantes ecografias.

Utiliza ultrassons e este exame baseia-se na análise computorizada da modificação na frequência da onda ultrassonora emitida pelo aparelho e aquela que é recebida depois de refletida pelos tecidos. A imagem ecográfica é consequência da resposta diferente dos distintos tecidos quando sujeitos à ação dos ultrassons.

Para estudar a mama usam-se sondas ou transdutores (parte do aparelho que entra em contacto com a pele) de alta frequência destinadas a estudar estruturas superficiais.

Como é feita a ecografia mamária?

Durante o exame estará deitada. É-lhe colocado gel próprio para ecografia na mama e o exame é feito percorrendo as mamas com a sonda ecográfica.

O exame não é doloroso. Não há habitualmente inconveniente em se executada em qualquer altura do ciclo menstrual, contudo ser for particularmente sensível, deverá optar por realizar o exame após o período menstrual.

Quem interpreta o exame e como ter acesso ao resultado?

O exame é executado por médico radiologista com experiência em patologia mamária após breve observação clínica. Qualquer anomalia é descrita e o resultado do exame é enviado para o médico que pediu o exame. Informe-se da altura em que o exame estará disponível para ter acesso ao resultado.

Quais os riscos da ecografia mamária?

Não se conhecem riscos para a ecografia mamária.
Há, contudo, lesões que na ecografia podem ser consideradas suspeitas e obrigar a exames de intervenção ou a cirurgia e serem benignas. Pelo contrário algumas lesões (inclusivamente alguns cancros) podem não ser vistas neste exame.

Limitações da ecografia mamária

Há lesões que não são detetáveis por ecografia, por exemplo as microcalcificações que podem ser uma das formas de apresentação de cancro da mama, raramente são vistas na ecografia e muito menos se podem caracterizar neste exame.

A ecografia tem limitações maiores em mamas adiposas.

Este exame não é adequado para rastreio de cancro da mama.

O que é a citologia e a biópsia?

A mamografia e ecografia mamária são exames excelentes para detetar anomalias mamárias, mas em muitos casos não é possível apenas com base nestes exames afirmar que determinada lesão é benigna ou maligna ou naquelas em que a malignidade é altamente provável há que confirmá-lo. Antigamente era feita biopsia através de cirurgia.
Atualmente faz-se habitualmente a citologia e/ou a biopsia percutânea, com uma agulha introduzida através da pele em direção à lesão, recolhendo-se pequenos fragmentos da lesão. Na citologia aspiram-se células, com agulha fina.

Na biópsia, com agulhas mais grossas, retiram-se fragmentos maiores da lesão. Após adequado tratamento destes fragmentos o médico patologista fará o diagnóstico. Assim se evita na maioria dos casos uma cirurgia apenas com fins diagnósticos.

Como se faz a citologia e a biopsia mamária?

Para orientar estes procedimentos seguimos sempre que possível a ecografia uma vez que é um exame mais cómodo, permitindo que a doente permanece deitada durante todo o exame, não usa radiações e é mais rápido, além de nos permitir seguir em tempo real a recolha dos fragmentos.

Quando a lesão apenas é visível na mamografia há que seguir a orientação por raios X, usando uma técnica própria, chamada estereotaxia. Escolhem-se as coordenadas da lesão em duas incidências mamográficas obtidas com angulações da ampola a 15º e através de análise computorizada, determina-se a localização correta da lesão na mama. Neste sistema a mama permanece comprimida durante todo o procedimento e a doente tem de permanecer sentada numa cadeira própria. Nos sistemas digitais (como o do nosso serviço) a dose de radiação é inferior e permite obter imagens quase imediatas reduzindo o tempo de exame e consequentemente o desconforto da doente. O prato que comprime a mama tem um orifício através do qual passa a agulha que irá fazer a citologia ou a biopsia.
Durante a recolha de material para citologia não é administrado anestésico uma vez que deteriora o material retirado e a dor/desconforto sentidos durante o procedimento são idênticos aos da própria anestesia. As agulhas utilizadas são finas, variam entre 22 e 25G e permitem a recolha de células da lesão. Habitualmente basta uma punção, mas em algumas situações o material retirado pode não ser suficiente para diagnóstico e pode haver necessidade de fazer mais punções. Para facilitar a recolha de material adapta-se a seringa a um “punho” que permite fazer vácuo durante a punção.

Para a biópsia é administrado anestésico local e usam-se agulhas de grande calibre (18 a 14 G). A agulha é inserida numa pistola que faz um disparo que faz avançar a agulha permitindo a recolha de fragmentos maiores da lesão. Habitualmente colhem-se vários fragmentos, ou seja, faz-se mais do que um disparo com a pistola (geralmente entre 3 e 6). Cada disparo demora apenas uma pequena fração do segundo, mas como entre cada disparo a agulha tem de ser retirada o procedimento total demora algum tempo (geralmente não ultrapassa 30-40 minutos).

Também há sistemas de biópsia percutânea com vácuo que permitem a obtenção de fragmentos maiores que podem ter utilidade em alguns casos, mas ainda não está disponível na nossa instituição.

Cuidados

Se estiver a tomar algum medicamento fluidificante do sangue (aspirina por exemplo) deve avisar o seu clínico e também o médico que lhe fizer a citologia ou a biópsia. Apesar destes procedimentos serem minimamente invasivos há sempre risco de alguma hemorragia quando a pele é perfurada.

O que sente durante o exame

Durante a citologia sente ligeiro desconforto durante a punção.

Para a biopsia vai estar acordada durante todo o exame e com a anestesia normalmente apenas sente ligeiro desconforto, mas sem dor. Geralmente não é necessário fazer qualquer golpe na pele e depois do procedimento terminar basta uma compressão com compressa para parar a hemorragia. A maioria dos doentes está apta para retomar a atividade habitual no mesmo dia.

Quem interpreta o exame?

As lâminas de citologia são vistas de imediato pelo médico especialista em citologia que se encontra geralmente na sala durante a recolha de material e verifica se o material recolhido é suficiente para diagnóstico e em algumas situações aconselha prosseguir de imediato para biopsia. O relatório definitivo seguirá para o médico assistente.
Os fragmentos recolhidos para biópsia são enviados para processamento no serviço de Anatomia Patológica. São depois analisados pelo médico patologista que ao fim de poucos dias enviará o resultado para o clínico assistente.

Benefícios

Estes procedimentos evitam em muitos casos uma biopsia através de cirurgia. È, pois, um procedimento com menos custos, feito em regime ambulatório, que não deixa cicatrizes extensas ou deformações da mama que dificultem interpretação de futuras mamografias. Na maioria dos casos a doente pode de imediato retomar a atividade habitual.

Riscos

É possível a formação de hematomas no local de citologia e sobretudo de biopsia (ocorrem em cerca de 1% das doentes).

O risco de infeção é possível sempre que a pele é perfurada, mas é raro (inferior a 1 por mil).

Limitações

Estes procedimentos não são infalíveis. A citologia e a biopsia, quer orientada pela ecografia quer sobretudo pela estereotaxia, podem falhar a lesão, sobretudo quando esta tem dimensões mínimas, ou podem subestimar a extensão da lesão. Se o diagnóstico permanece incerto, deverá prosseguir-se para uma biopsia cirúrgica.

O que é o “arpão” e para que serve?

Em algumas situações, sobretudo quando a biopsia percutânea não é suficientemente esclarecedora ou quando não é possível de realizar, é necessária a cirurgia com fins diagnósticos. Quando se trata de lesões pequenas, não palpáveis há que referenciá-las para que o cirurgião possa remover a lesão em causa. No nosso serviço marcamos a lesão com um fino fio metálico que termina num pequeno gancho que se fixa à lesão, que se designa por “arpão”.

No caso de cirurgia curativa de lesões não palpáveis (por exemplo excisão de fibroadenomas, excisão de tumores de pequenas dimensões) é também necessário colocar um “arpão” na lesão para que o cirurgião possa retirar adequadamente a lesão.

Como se coloca o “arpão”?

Sempre que a lesão se consegue ver na ecografia usa-se esta técnica para orientar a colocação do arpão. A doente está deitada, desinfeta-se a pele e faz-se anestesia local de pele e do trajeto até à lesão. O arpão é colocado através de uma agulha que se dirige da pele até à lesão. Habitualmente apenas se sente ligeiro desconforto.

Quando a lesão apenas é visível na mamografia tem de usar-se a estereotaxia para orientar a colocação do arpão (ver procedimento na citologia/biopsia). Por fim faz-se habitualmente uma aquisição de imagem digital (quase instantânea) para nos certificarmos que o arpão está no alvo pretendido.

Depois do arpão colocado (quer com orientação por ecografia ou estereotaxia) deita-se a doente e novamente com a ecografia verifica-se o local onde se encontra a ponta do arpão (geralmente é possível de identificar neste exame) e assinala-se na pele com uma cruz (desenhada com lápis adequado), a sua localização, para melhor orientação do cirurgião.
Por fim é feita uma mamografia para verificar o trajeto do arpão na mama, confirmar que está no local pretendido e qual a sua relação com a lesão.

Em seguida faz-se um penso onde se coloca a extremidade livre do arpão (não fica à vista) e a doente é seguidamente levada para a enfermaria ou para o bloco operatório afim de ser operada.

Depois de retirada uma pequena porção da mama há uma funcionária do bloco operatório que traz a peça removida ao serviço de mamografia onde esta é radiografada para confirmar que foi retirada a lesão em causa (este procedimento é particularmente importante no caso de microcalcificações e dispensável em algumas outras situações). Depois de radiografada a peça operatória o cirurgião é de imediato informado do resultado para, se necessário, fazer alguma excisão adicional. A peça operatória segue depois para o serviço de anatomia patológica afim de ser analisada.

O que é a punção de quisto mamário?

Os quistos mamários são frequentes. Na maioria dos casos não necessitam de qualquer procedimento. No entanto, em algumas situações, sobretudo quando atingem dimensões consideráveis (superiores a 2cm) ou causam grande desconforto, pode ser útil a sua punção com aspiração do conteúdo, afim de se esvaziarem.

Como se faz a punção de um quisto?

Sempre que possível é desejável que a aspiração dos quistos seja guiada por ecografia uma vez que permite em tempo real observar a agulha a entrar no quisto que se pretende esvaziar e permite certificarmo-nos que o quisto foi esvaziado na totalidade o que faz diminuir a possibilidade de voltar a encher.

A doente permanece deitada durante o procedimento. Desinfeta-se a pele e faz-se a punção aspirativa habitualmente com agulha de 22G. Não se faz anestesia pois o desconforto da punção é idêntico ou menor que o da anestesia local. O líquido recolhido é enviado para o serviço de anatomia patológica para estudo citológico.

Inconvenientes

Pode formar-se pequeno hematoma no local de punção.

A infeção, embora possível, é rara.

O que é a galactografia?

Em algumas situações de corrimento mamilar, sobretudo se o corrimento ocorre apenas por um orifício ou se for ensanguentado, está indicado realizar este exame. Na galactografia estudam-se com raios X os galactóforos impregnados com produto de contraste.

Como se faz a galactografia?

Desinfeta-se o mamilo e verifica-se qual o orifício do canal a estudar. Usa-se um cateter com uma agulha romba na ponta que se tem de introduzir no canal, o que provoca geralmente ligeiro desconforto, mas perfeitamente tolerável. Injeta-se então pequena quantidade de produto de contraste iodado (reabsorvível) e faz-se mamografia da mama em causa. Os canais cheios com contraste tornam-se bem visíveis e podem detetar-se então anomalias dos galactóforos que podem ser responsáveis pelo corrimento.
Não é necessária qualquer preparação prévia, mas como em qualquer outro exame radiológico deverá avisar a técnica ou o médico da possibilidade de estar grávida.

Limitações

Em alguns casos pode ser difícil ou mesmo impossível cateterizar o canal, o que sucede particularmente nos casos de mamilos umbilicados.